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IMC: como calcular, veja tabela e descubra seu peso ideal

Cálculo ajuda a identificar obesidade ou desnutrição, mas o resultado deve ser analisado com cautela

O IMC (Índice de Massa Corporal) é uma ferramenta usada para detectar casos de obesidade ou desnutrição, principalmente em estudos que envolvem grandes populações. De acordo com o endocrinologista Mario Kedhi Carra, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), essa é uma medida universal de classificação de obesidade, validada pela Organização Mundial da Saúde.

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É possível encontrar o resultado do índice fazendo uma conta que envolve a relação do peso de uma pessoa em quilos com a sua altura ao quadrado. Para a avaliação de um paciente individualmente, no entanto, ele pode ser falho por não levar em conta a composição desse peso corporal, que pode ser composto por gordura, músculos, água e estruturas ósseas.

Calcule seu IMC

O IMC é calculado dividindo o peso pela altura elevada ao quadrado. Ou seja, de forma mais simples, você multiplica sua altura por ela mesma e depois divide seu peso pelo resultado da última conta.

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Por exemplo, uma pessoa com 1,70 m e 70 kg fará o seguinte cálculo:

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Logo, essa pessoa tem IMC de 24.

Confira a seguir o que significam os resultados

Tabela e resultados - IMC

O IMC pode trazer os seguintes resultados:

IMC Resultado
Menos do que 18,5 Abaixo do peso
Entre 18,5 e 24,9 Peso normal
Entre 25 e 29,9 Sobrepeso
Entre 30 e 34,9 Obesidade grau 1
Entre 35 e 39,9 Obesidade grau 2
Mais do que 40 Obesidade grau 3

Abaixo do peso

Estar abaixo do peso é uma condição em que a pessoa pesa menos do que é considerado adequado para aquela altura, idade e sexo. Uma pessoa nestas condições pode estar com alguma doença que a está emagrecendo ou sua nutrição não está boa o suficiente. Normalmente estas pessoas podem ter deficiências de nutrientes como vitaminas, sais minerais, proteínas, gorduras ou sob o risco de estar com anorexia.

Ao perder muito peso em um curto período de tempo, é preciso investigar a causa do emagrecimento. A melhor maneira é procurando um médico para a realização de exames. No caso dos transtornos alimentares, como bulimia e anorexia nervosa, ainda é indicado o acompanhamento terapêutico. O estresse e a ansiedade também podem afetar a perda de peso, sendo indicadores de que o corpo precisa de tratamento. Estar abaixo do peso pode causar:

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Para ter um ganho de peso saudável, não se deve comer somente muitos alimentos calóricos e sim priorizar alguns alimentos com boa quantidade calórica, mas ricos em nutrientes benéficos e com pouca quantidade de gordura saturada (de origem animal) e gordura trans (de industrializados). Confira algumas estratégias interessantes que podem te ajudar nesse processo:

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Peso normal

Estar dentro da faixa de peso normal é significa ter um peso considerado adequado para sua altura, idade e sexo, de acordo com as faixas do IMC - momento de fazer a manutenção do peso Para manter o peso é importante manter uma dieta balanceada (não basta alimentos corretos, mas também quantidades corretas) para seu organismo. Devem ser avaliados peso, idade, composição corporal, presença de doenças e/ou comorbidades. Pontos importantes para manter o peso:

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Sobrepeso

O sobrepeso é uma condição em que a pessoa pesa mais do que é considerado adequado para aquela altura, idade e sexo. O sedentarismo e os maus hábitos alimentares levam ao aumento dessa parcela de indivíduos com sobrepeso a cada ano. Essa faixa, se analisada junto com outras medidas e índices, pode demonstrar um risco maior de doenças como diabetes tipo 2, dislipidemia (com colesterol HDL baixo e triglicérides altos), ácido úrico aumentado, hipertensão, entre outras.

O tratamento para o sobrepeso depende de sua causa. Contudo, manter hábitos alimentares saudáveis e praticar atividades físicas são bons aliados contra o excesso de peso. Em casos mais graves, a cirurgia bariátrica pode ser uma alternativa. Dependendo da causa do excesso de peso, pode ser necessária a consulta com o psicólogo ou psiquiatra. Os remédios para emagrecer, quando bem indicados e sempre com acompanhamento médico, podem ser úteis dependendo do caso.

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Obesidade (graus 1, 2 e 3)

Somente o cálculo do IMC não é suficiente para diagnosticar obesidade. Na verdade, para além do IMC, são necessárias as seguintes medidas antropométricas: peso, estatura, espessura da dobra cutânea (bíceps, tríceps, subescapular e suprailíaca). Depois, é encontrado o percentual de gordura, que se for maior do que 25% a 30%, já é considerado um nível de obesidade. O índice de massa corporal tem que estar maior que 30kg/m².

Obesidade grau 1: O tratamento é realizado através de dieta apropriada com avaliação médica em conjunto com a prática de exercícios, desde que o paciente seja avaliado e liberado pelo médico. Além disso, é preciso que o paciente realize as atividades com o acompanhamento de um profissional de educação física. Em alguns casos avaliados pelo médico, pode-se fazer o uso de remédios para emagrecer para ajudar no controle do peso.

A cirurgia bariátrica também pode ser destinada ao tratamento da obesidade grau 1 que é acompanhada de outras doenças cuja obesidade é um agravante ou doenças associadas ao excesso de gordura corporal. Mas neste grau de obesidade, os outros meios do controle de peso são priorizados e a bariátrica só passa a ser considerada quando as alternativas primárias são comprovadamente ineficazes. Pacientes que têm IMC abaixo de 35, sem doenças associadas, devem sem dúvidas tentar o tratamento clínico antes, com chances de conseguir resultados razoáveis.

Obesidade grau 2: Os riscos associados à obesidade de grau II são mais acentuados. Entre eles, estão a esteatose hepática, doenças articulares, hipertensão, diabetes mellitus, síndrome metabólica, cânceres, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, lembrando que estes dois últimos são as principais causas de morte no Brasil e no mundo.

O tratamento desse quadro é dado através de mudanças no estilo de vida, associado ao tratamento multiprofissional com nutricionista, psicólogo e médico. No caso da obesidade grau II, o uso de medicações para a perda de peso também é um método que pode ser proposto diante de avaliação e acompanhamento médico.

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Já a cirurgia bariátrica costuma ser indicada para obesidade grau II quando não há resultados no tratamento convencional nos últimos dois anos e quando está associada a outras comorbidades, ou seja, outras doenças que podem vir associadas ao excesso de peso, que levam a redução da expectativa e da qualidade de vida.

Obesidade grau 3: Entre as patologias associadas à obesidade grau 3, estão os distúrbios hormonais, cardiopatias, morte súbita, dermatites, osteoporose, hipertensão, hepatopatias e insuficiência venosa. Porém, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade de grau III é a principal causa de morte evitável do mundo.

A associação de reeducação alimentar e atividade física têm melhores resultados a curto e médio prazo, porém, muitas vezes, em pacientes com obesidade grau III, a atividade física acaba sendo bastante restrita, dependendo do grau de excesso de peso e das artropatias associadas.

Nesses casos, esses pacientes podem optar por fazer a cirurgia de redução de estômago para controlar o peso e sair da obesidade. Existem quatro técnicas diferentes de cirurgia bariátrica para obesidade reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM): Banda Gástrica Ajustável, Gastrectomia Vertical, Bypass Gástrico e Derivação Bileopancreática. A escolha da cirurgia dependerá do quadro do paciente, do grau de obesidade e das doenças relacionadas.

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O IMC não está sempre certo

Infelizmente, a medida de IMC nem sempre representa a realidade. Por exemplo, o músculo é muito mais pesado que a gordura. Logo, um halterofilista terá um IMC muito alto, mas isso não se reflete em obesidade, já que a maior parte de sua massa corporal é formada por musculatura.

É importante levar em conta que a massa corporal é formada por água, gordura, músculos e ossos, e tudo isso precisa ser bem avaliado para medir a saúde de alguém corretamente. Por isso, é de extrema importância consultar um especialista para que ele possa fazer a análise do IMC junto com outros índices e medidas usados para entender a composição corporal.

Existem alguns outros índices e medidas que podem ser usados, como:

Atividade física

Em todos os casos, a atividade física é extremamente recomendada, ajudando a ter mais bem-estar, mais energia e talvez viver mais tempo e com mais qualidade. Em especial para pessoas com sobrepeso e ou obesidade, o exercício se faz ainda mais necessário, pois fortalece as articulações e músculos, favorecendo a prática de outras atividades, como as aeróbias, acelerando o metabolismo e provocando a diminuição da gordura corporal.

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É importante realizar os treinos sempre prescritos e acompanhados de um profissional de Educação Física, que ficará atento a correta execução dos exercícios e a intensidade de cargas adequadas ao início do treinamento. A postura nos exercícios deve ser observada e corrigida, para evitar sobrecargas desnecessárias nas articulações. Alguns cuidados ao iniciar os seus treinos:

IMC para crianças

As faixas de IMC para as crianças mudam de acordo com a idade e o sexo, e para orientar os médicos existem tabelas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para fazer esse cálculo. Mas os pais também podem se orientar por essas tabelas. .

IMC para idosos

Quando a idade chega, a composição corporal muda: os músculos diminuem e o tecido adiposo aumenta. Por isso, o cálculo do IMC é igual, mas os resultados são diferentes em pessoas com mais de 60 anos. Veja abaixo:

IMC Resultado
Menos de 22 Baixo peso
Entre 22 e 27 Peso normal
Acima de 27 Obesidade

Isso ocorre porque a magreza excessiva na terceira idade pode estar relacionada ao aumento de chances de queda, fragilidade excessiva ou mesmo pode ser consequência de alguma doença de base.

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Fontes consultadas

Endocrinologista Roberto Zagury (CRM-RJ 798.274), membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), mestre em nutrologia e professor de pós-graduação em Medicina do Exercício da Universidade de Maringá

Nutrólogo Roberto Navarro (CRM-SP 78.392), membro da Associação Brasileira de Nutrologia

Mario Kedhi Carra (Médico-Endocrinologista e membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica - ABESO)

Fernanda Andrade, educadora física

Abaixo do peso: cálculo do IMC e como ganhar peso de forma saudável

Peso ideal: cálculo do IMC e como fazer manutenção do peso

Sobrepeso: cálculo do IMC, tratamentos e cuidados

Obesidade graus I, II e III: cálculo do IMC, tratamentos e cuidados

Nutrólogo Roberto Navarro (CRM-SP 78.392), membro da Associação Brasileira de Nutrologia