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Varíola: sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Varíola?

A varíola é uma doença infectocontagiosa provocada pelo vírus Orthopoxvirus variolae, da família Poxiviridae. Esse vírus foi descoberto quando cientistas notaram que uma múmia, que viveu de meados de 1550 a 1307 a.C., apresentava vestígios do vírus. Essa descoberta dá a entender que a varíola, que é uma doença muitas vezes mortal, atinge os seres humanos há milhares de anos.

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“Estima-se que, no século 20, 300 a 500 milhões de pessoas morreram com varíola. Em 1967, haviam 15 milhões de casos por ano”, conta Sumire Sakabe, infectologista do Hospital 9 de Julho.

Ela foi erradicada mundialmente por volta dos anos 1970 após uma campanha de imunização global sem precedentes organizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Hoje, as amostras de vírus da varíola foram mantidos para fins de pesquisa.

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Não há cura ou formas de tratamento para a varíola. A doença pode ser evitada por meio da vacinação, mas, nos dias de hoje, em que há baixo risco de exposição ao vírus, o risco de efeitos colaterais da vacina é alto demais e não compensaria.

Tipos

Existem dois tipos de varíola: a maior e a menor. Enquanto a primeira poderia ser fatal e levar à morte, a segunda apresentava sintomas mais moderados. Ambos, no entanto, resultavam em lesões na pele.

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“Outras formas graves da doença são a varíola hemorrágica - quase sempre fatal, com sangramentos pelas mucosas e na pele - e a varíola maligna, em que as lesões não formam pústulas e ficam planas”, explica a infectologista Sumire Sakabe.

Causas

A varíola é causada por infecção com o vírus da varíola, o Orthopoxvírus variolae. Ele pode ser transmitido:

Os pesquisadores acreditam que a infecção por varíola possa continuar ativa (sob as condições certas) por até 24 horas. Em condições desfavoráveis, o vírus só consegue permanecer vivo por até seis horas.

Fatores de risco

A Organização Mundial da Saúde liderou um enorme programa de imunização, em escala global, que erradicou a varíola por volta dos anos 70. O último caso registrado da doença fora de laboratórios data de 1977, na Somália. As vacinas, inclusive, já pararam de ser ministradas para a população, pois não há mais necessidade de imunização.

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Não há, portanto, nenhum fator de risco conhecido hoje para a doença. Porém, os vírus da varíola ainda existem e estão congelados no laboratório VECTOR, em Koltsovo, na Rússia, bem como no laboratório do Centro de Controle de Coenças (CDC), em Atlanta, nos Estados Unidos - o que pode preocupar alguns sobre os riscos do vírus ser utilizado como arma biológica.

Sintomas

Sintomas de Varíola

Os primeiros sintomas da varíola costumavam aparecer de 12 a 14 dias após a infecção pelo vírus. Durante o período de incubação, que dura de sete a 17 dias, a pessoa não manifesta nenhum sintoma e também não é capaz de passar a doença para ninguém.

Após o período de incubação, no entanto, alguns sinais e sintomas característicos da gripe começam a surgir, como:

Poucos dias depois, manchas vermelhas começam a aparecer no rosto, nas mãos, nos antebraços e, posteriormente, no tronco também. Dentro de um ou dois dias, muitas dessas lesões passam a ser pequenas bolhas cheias de líquido claro, que depois se transforma em pus. Crostas começam a se formar oito a nove dias depois disso e, eventualmente, podem cair, deixando profundas cicatrizes sem caroço.

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As lesões também se desenvolvem nas membranas mucosas do nariz e boca e rapidamente se transformar em feridas que quebram aberto.

Diagnóstico e Exames

Diagnóstico de Varíola

Se um surto de varíola ocorresse hoje, é provável que a maioria dos médicos não perceberia o que de fato está por trás dos sintomas iniciais, o que permitiria que a doença se espalhasse e evoluísse.

Para chegar ao diagnóstico preciso da varíola, seria necessário, ainda, descartar a hipótese de catapora. “As lesões (bolhas) na pele são semelhantes. A diferença é que, na catapora, as vesículas estão em diferentes fases de desenvolvimento - algumas são pequenas e outras, maiores. Já no caso da varíola, as bolhas estão no mesmo estágio”, afirma Celso Granato, infectologista do Fleury Medicina e Saúde.

Mesmo apenas um caso confirmado de varíola já seria suficiente para se tornar uma emergência internacional de saúde. Podem ser feitos testes definitivos utilizando uma amostra de tecido retirado de uma das lesões na pele da pessoa infectada.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Varíola

Ainda trabalhando com uma situação hipotética de reincidência de um surto de varíola, se a vacina contra a doença for administrada na pessoa infectada de um até quatro dias no máximo após a exposição, pode-se evitá-la ou torná-la até mesmo menos severa. Uma vez iniciados os sintomas, o tratamento é limitado.

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Isso porque não há um medicamento específico para tratamento da varíola. Às vezes, antibióticos são administrados para quadros infecciosos. No entanto, os resultados esperados deste tipo de tratamento paliativo não são muito positivos.

Por essa razão, os indivíduos diagnosticados com varíola e todos que estiverem em contato próximo a ele precisam ser isolados imediatamente. “Se houvesse um ataque bacteriológico, por exemplo, seria necessário deixar a pessoa em quarentena por pelo menos três semanas até que ela desenvolva a doença”, diz o infectologista Celso Granato. Dessa forma, poderia ser observada clinicamente para avaliar se a varíola não trouxe complicações. Eles também receberiam a vacina e seriam constantemente monitorados.

Medidas de emergência precisariam ser tomadas imediatamente para proteger a população em geral. Os profissionais de saúde seguiriam as diretrizes recomendadas pelo Ministério da Saúde e por outros órgãos locais de saúde.

Medicamentos para Varíola

Os medicamentos mais usados para o tratamento de varíola são:

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Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Varíola tem cura?

A varíola não tem cura, e sim prevenção em forma de vacina. Mas, como a doença foi erradicada há muitos anos após a campanha de imunização global e o risco de exposição ao vírus é baixo, a vacina está fora do calendário atualmente.

Convivendo (prognóstico)

Complicações possíveis

Varíola pode evoluir para outros problemas de saúde, como:

Vítimas famosas

A varíola é uma doença milenar que já afetou milhões de pessoas ao longo de muitos e muitos anos. Não à toa, ela também infectou e matou muitas pessoas conhecidas por todos nós. Veja alguns exemplos de pessoas que foram vítimas do vírus quase sempre mortal da varíola:

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Prevenção

Prevenção

Muitas pessoas foram vacinadas contra varíola no passado. Esta foi a principal arma contra a doença e, graças a ela, a doença foi definitivamente erradicada do planeta. Hoje, no entanto, a vacina não é mais administrada à população, pois a doença já está controlada. As possíveis complicações, efeitos colaterais e custos da vacina superam seus benefícios.

Referências

(1) Sumire Sakabe, infectologista do Hospital 9 de Julho

(2) Celso Granato, assessor médico em infectologia do Fleury Medicina e Saúde

(3) Mayo Clinic. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/es-es/diseases-conditions/smallpox/symptoms-causes/syc-20353027

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