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Poliidrâmnio: tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Poliidrâmnio?

Poliidrâmnio é o quadro é que há aumento do volume do líquido aminiótico durante a gestação. Alguns critérios podem ser utilizados para quantificar o volume aumentado do liquido amniótico (poliidrâmnio):

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Para executar esse segundo método, são feitas algumas medidas dos "bolsões" de líquido em alguns quadrantes determinados no útero, sobretudo o maior bolsão. A soma dos valores determina os padrões que definem o ILA. Assim, os possíveis resultados são:

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Dependendo da intensidade do quadro de poliidrâmnio, a gestante pode apresentar grande volume abdominal e desconforto progressivo, aumento de peso materno, dificuldade respiratória (dispneia), inchaço nas pernas, varizes e hemorroidas.

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A quantidade de líquido amniótico aumenta com a fase gestacional e dependendo da causa provável determinante e da avaliação ultrassonográfica, que deve ser periódica, a sintomatologia será maior ou menor.

O líquido amniótico até a 18º semana é um composto de plasma materno e plasma fetal e que se difundem pela pele do feto. Progressivamente, o líquido amniótico é deglutido pelo feto, absorvido por seu intestino é filtrado pelos rins e esta urina eliminada pelo feto dentro da bolsa das águas que compõe grande parte do líquido amniótico. Mas outras fontes como trato gastro-intestinal, cordão umbilical e sistema respiratório fetal tem importante participação na sua produção e, portanto, em seu volume. No último trimestre, os fatores que mais atuam são a deglutição e a formação de urina fetal.

Causas

Muitas vezes não se identifica uma causa determinante, às vezes é um aumento transitório e detectado como um achado numa ultrassonografia de rotina. Este quadro regride espontaneamente sem representar qualquer risco para mãe e feto.

De um modo geral, as causas mais comuns estão associadas a problemas fetais, como por exemplo:

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Outras vezes as causas são problemas maternos, como:

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

A gestante deve buscar ajuda médica mediante a queixas, tais como, útero sobredistendido, falta de ar, ganho rápido de peso materno, edema nos membros inferiores.

Diagnóstico de Poliidrâmnio

Para diagnóstico do poliidrâminio, impõe-se a rápida avaliação pelo exame físico obstétrico, complementado necessariamente pela mensuração do volume do líquido amniótico através da ulltrassonografia. O seguimento clínico e obstétrico deverá ser feito com todo rigor e suas variantes dependerão das eventuais causas associadas ao problema.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Poliidrâmnio

Antes de tudo é importante pesquisar a possível causa do poliidrâmnio. Monitorar através do exame clínico e obstétrico, exames laboratoriais pertinentes ao caso, ultrassonografia obstétrica seriada e, se houver fatores fetais envolvidos, pedir a colaboração do especialista em medicina fetal e geneticista.

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A drenagem do líquido aminiótico excessivo (também chamada de amniocentese esvaziadora) deverá ser reservada para aquelas pacientes com muitos sintomas ou mesmo quando o obstetra reconhece uma importante distensão uterina, quando o fundo do útero está maior do que o esperado para a idade gestacional, assim como quando existe dificuldade para se palpar as partes fetais e/ou abafamento dos batimentos cardíacos do bebê. O esvaziamento deverá ser lento, retirando-se entre 500 e 1000 ml e pode ser repetido de acordo com a necessidade.

O controle deverá ser sempre rigoroso e exigir intervenções adequadas a cada caso e a cada momento, promovendo atitudes conservadoras ou mesmo a interrupção da gestação. A decisão dependerá sempre da causa de base ou das eventuais complicações.

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Diante de qualquer anormalidade percebida por uma gestante, ela deve ser sempre orientada pelo seu obstetra. O autodiagnóstico ou a automedicação jamais deverão ser feitas.

Após o diagnóstico de poliidrâmnio, é importante a paciente manter-se sob os cuidados do profissional que está cuidando, já que grandes riscos e intercorrências ocorrem e poderão levar a perdas fetais e maternas.

Complicações possíveis

Além dos aspectos associados à gravidade das alterações fetais, o aumento exagerado do volume uterino predispõe ao desencadeamento do trabalho de parto prematuro, a rotura precoce da bolsa das águas - que pode promover o "prolapso de cordão" - e ao descolamento prematuro da placenta.

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Referências

Cláudio Basbaum, ginecologista, introdutor do Parto Leboyer e da técnica "Shantala" no Brasil e membro do Corpo Clinico do Hospital e Maternidade São Luiz em São Paulo (CRM-SP 11.665)