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Oligúria: tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Oligúria?

A oligúria é definida, do ponto de vista clínico, como uma redução importante do volume urinário, com valores de 400 mililitros ao dia ou 30 mililitros por hora. Em crianças este volume urinário é 0,5 mililitros por quilo por hora. É diferente da anúria, situação na qual o débito urinário é 100 ml por dia. Portanto, caracteriza-se por uma redução expressiva do volume de urina eliminado.

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A oligúria manifesta com sintomas variados dependendo da causa, da gravidade e da idade. De uma forma geral, a redução importante do volume urinário é o sintoma típico e mais comum. Sintomas como sede, palpitações, aumento rápido do pulso (frequência cardíaca), fadiga e perda de peso também são prevalentes.

Em casos mais graves, tonturas, vertigens, ausência de volume urinário e até perda de consciência podem acontecer.

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Tipos

Existem dois tipos de oligúria.

A oligúria fisiológica ou pré-renal, que acontece quando os rins limitam a perda de volume do compartimento vascular devido a quadros de hipotensão arterial (pressão baixa), desidratação ou hemorragia. Essa redução da filtração renal tem um papel de proteção evitando piora do quadro clínico.

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Já a oligúria patológica decorre de comprometimento da unidade funcional do rim (o néfron), que perde a capacidade de realizar as etapas necessárias para a excreção da urina. A insuficiência renal aguda grave ou a fase final de insuficiência renal crônica são geralmente as causas. O diagnóstico diferencial é baseado na história clínica, exame físico e exames laboratoriais incluindo provas de função renal dosadas no sangue e na urina.

Causas

Entre as causas mais frequentes de oligúria está a desidratação, que pode ser causada por vômitos, diarreia e febre. É importante lembrar que todas essas situações predominam em lactentes e crianças pequenas, o que necessita avaliação e tratamento imediatos.

Outras causas também comuns são:

Ainda de forma frequente, o uso de determinados medicamentos como antibióticos, anti-inflamatórios, quimioterápicos e imunossupressores podem causar lesão renal reduzindo significativamente o volume urinário.

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Todas essas causas, se não tratadas adequadamente, podem causar insuficiência renal. A oligúria é um dos sinais mais importante de insuficiência renal.

Menos comumente, a perda grave de líquidos decorrente de hemorragia traumática ou queimaduras, ou em estados de aumento excessivo de volume urinário (poliúria), como o diabetes insipidus e o diabetes mellitus, podem causar posteriormente oligúria.

Fatores de risco

Entre os vários fatores que podem desencadear a oligúria, muitos podem ser corrigidos através de intervenções clínicas preventivas.

Os fatores de risco mais frequentes são:

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Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Os quadros mais graves de oligúria são prontamente identificados uma vez que os sintomas chamam muito a atenção. Sintomas de vômitos, diarreia ou febre alta debilitam a pessoa e, às vezes, a torna incapaz de repor o volume de líquido necessário, fazendo com que ela busque um atendimento médico. Por outro lado, quadros leves podem passar despercebidos. Por isso, é importante reforçar que, sempre que houver uma redução visível e consistente no volume de urina, é necessário procurar por uma avaliação médica.

Diagnóstico de Oligúria

O diagnóstico de oligúria se baseia na redução acentuada do volume urinário, normalmente inferior a 400 ml ou 500 ml em 24 horas. Além dessa observação, a história clínica buscando identificar fatores de risco ou causas associadas e exames laboratoriais de sangue e urina possibilita o esclarecimento do quadro. Exames de imagem como a ultrassonografia, também podem ser muito úteis.

A estratégia de acompanhamento depende de vários fatores, como a idade do paciente, a gravidade e principalmente do fator causal. O tratamento é individualizado e pode ser necessário apenas medidas de hidratação até terapia de substituição renal, como a hemodiálise, por exemplo.

Tratamento e Cuidados

Cuidados

Na presença de oligúria, a pessoa deve procurar imediatamente por atendimento médico. Deve-se evitar usar qualquer tipo de medicamento, pois quando usados de forma inadequada podem piorar o quadro. Nos casos em que a perda de líquido é clara, como na desidratação e diarreia, a reposição de volume deve ser adotada. Por outro lado, nos casos com patologia renal instalada, essa reposição de líquido não está recomendada.

Referências

Dr. Ailton Fernandes, urologista e mestre e Doutor em Disfunções Miccionais pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) (CRM: 52-72817-9)

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