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Metástase: o que é, sintomas e causas

Visão Geral

O que é Metástase?

A metástase ocorre quando um tumor se espalha para outras partes do corpo.

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Isso pode acontecer com todos os tipos de câncer. No entanto, uma série de fatores podem fazer com que as células cancerosas migrem para outro órgão, como:

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Muitas vezes, o paciente é diagnosticado com um câncer que não é metastático (ou seja, que ainda não migrou para outros órgãos), porém, durante o tratamento, há chance de as células tumorais saírem do tecido de origem e se transportarem para outra região do corpo.

O câncer metastático também pode aparecer muitos anos após o tumor primário ser diagnosticado. Em outros casos, a doença já se espalhou quando é descoberta. No entanto, é importante enfatizar que nem sempre uma pessoa com câncer pode desenvolver metástase.

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Uma metástase pode se manifestar em qualquer área do corpo, sendo mais frequente nos ossos (metástase óssea), fígado (metástase hepática), cérebro (metástase cerebral) e pulmões (metástase pulmonar).

Outros nomes: câncer metastático, tumor metastático

Tipos

De acordo com Manoel Carlos de Azevedo, oncologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, as células cancerosas podem se espalhar:

Além disso, cada tipo de câncer tem predisposição para desenvolver metástases em determinadas regiões do corpo:

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Câncer de mama: fígado, pulmões e ossos;

Câncer de pulmão: ossos, fígado, pleura (membrana que recobre os pulmões) e cérebro;

Câncer de bexiga: linfonodos retroperitoneais (região da barriga), fígado e pulmões;

Câncer de rim: fígado e pulmões;

Câncer colorretal: linfonodos regionais (no intestino) e fígado;

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Melanoma: pulmões, cérebro e fígado;

Câncer de ovário: peritônio (película que reveste órgãos intestinais), fígado e pulmões;

Câncer de pâncreas: fígado;

Câncer de próstata: ossos;

Câncer de estômago: linfonodos regionais, fígado e pulmões;

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Câncer de tireoide: ossos e fígado;

Câncer no útero: linfonodos regionais, fígado e peritônio.

Causas

Independentemente do local onde as metástases são identificadas, as causas são sempre as mesmas: “O crescimento desordenado, desorientado e sem fatores de controle de qualquer tipo de tumor (primário)”, descreve Manoel Carlos de Azevedo.

Tudo depende, portanto, da capacidade de cada tumor se infiltrar/espalhar para outros órgãos do corpo.

Fatores de risco

O principal fator de risco para desenvolver uma metástase é ter um câncer em outro local. O estágio do tumor primário - assim como seu tratamento - é que determinam as chances de desenvolver o secundário.

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O perigo está em deixar tumores crescerem sem perceber ou não fazer o acompanhamento e tratamento adequados. É importante lembrar, ainda, que cada tipo de câncer tem predisposição a desenvolver determinadas metástases em regiões do corpo.

“Os tumores que são encontrados logo no início, no entanto, são altamente curáveis e tratáveis”, lembra Manoel Carlos de Azevedo.

Perguntas frequentes

É possível ter um tumor metastático sem ter um câncer primário?

Sim. “Apesar de todas as metástases surgirem a partir de um tumor primário, há casos de pacientes que chegam no consultório com múltiplas metástases e os médicos não conseguem identificar o tumor primário. Também há registros de pessoas cujo tumor primário parou de enviar células para a corrente sanguínea e sofreu um processo de refração mesmo com as metástases em outros órgãos”, conta Hézio Jadir Fernandes Junior, coordenador de Oncologia Clínica do Hospital Leforte.

Sintomas

Sintomas de Metástase

Os sintomas da metástase podem ser bastante variados. Tiago Kenji, oncologista do Hospital Santa Paula lista os principais de acordo com os tipos de metástase mais comuns:

Metástase nos ossos: dores e fraturas;

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Metástase no fígado: indisposição, dor abdominal e icterícia;

Metástase nos pulmões: tosse, falta de ar e cansaço;

Metástase no cérebro: dor de cabeça e déficit motor.

Muitas vezes, a metástase pode ser assintomática e se manifesta de forma silenciosa, dependendo da localização e do seu tamanho em cada órgão.

Exemplo disso é quando ela atinge uma pequena parte da periferia do fígado, passando despercebida. “Quando essa metástase cresce ou toma porções maiores do órgão, já é possível visualizar alterações nos exames”, comenta Manoel Carlos de Azevedo.

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Buscando ajuda médica

Se já estiver em tratamento para câncer, é importante fazer visitas regulares ao médico para acompanhar o andamento do tumor e prevenir o aparecimento de metástases.

“Sintomas (descritos acima) que se apresentem de forma recorrente ou não melhorem após o tratamento inicial [do tumor primário] devem ser compartilhados com o médico”, alerta Ciro Eduardo de Souza, oncologista do Hospital Sírio-Libanês.

Diagnóstico e Exames

Diagnóstico de Metástase

“Uma boa análise do paciente, com sequência cronológica do aparecimento dos sintomas - além de exames físicos - são muito importantes na fase inicial do diagnóstico de metástase. Mas há outros exames igualmente importantes para realizar diante de suspeitas: no geral, são tomografias computadorizadas, ressonância magnética, cintilografia óssea e PET-CT”, fala Ciro Eduardo de Souza.

O médico listou os exames mais recomendados de acordo com os tipos de metástase mais comuns:

Metástase no fígado: ultrassonografia do abdome superior, tomografia computadorizada com contraste de abdome e ressonância magnética;

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Metástase nos ossos: cintilografia óssea e PET-CT. “Tomografias de coluna, arcos costais, assim como ressonâncias magnéticas de algum segmento específico também podem auxiliar no diagnóstico de lesões ósseas secundárias”, completa Ciro Eduardo de Souza;

Metástase nos pulmões: radiografia e tomografia computadorizada de tórax;

Metástase no cérebro: tomografia computadorizada com contraste iodado e ressonância magnética cerebral.

“A biópsia [que consiste na retirada de uma amostra de tecido da área afetada] também pode ser necessária para confirmar o diagnóstico de metástase”, completa Felipe Moraes, oncologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Metástase

Os tratamentos disponíveis para metástase podem variar caso a caso. “Eles são empregados de acordo com o tumor primário, a origem do câncer, e não onde a metástase se instalou”, esclarece Felipe Moraes.

Os mais comuns, segundo Hézio Jadir Fernandes Junior são:

Metástase no fígado: quimioterapia;

Metástase nos ossos: quimioterapia, hormonioterapia, radioterapia ou uso de bifosfonatos são formas para interromper o processo de perda óssea, ou seja, atuar na recalcificação do osso, buscando reduzir a dor e diminuir as possíveis fraturas;

Metástase nos pulmões: quimioterapia;

Metástase no cérebro: entre os vasos sanguíneos do cérebro há a barreira hematoencefálica (BHE), que impede que drogas quimioterápicas cheguem ao cérebro. Por isso, neste caso o tratamento mais indicado é a radioterapia.

Cirurgias para Metástase

A cirurgia indicada para a retirada das lesões metastáticas é chamada de metastasectomia, que visa proteger o paciente das complicações causadas por elas. “Mas não é tão frequente que as metástases sejam operadas - isso acontece apenas em situações muito específicas”, afirma Felipe Moraes.

“Em casos de metástase no fígado, pode ser feita a hepatectomia. Já nas ósseas, caso ocorram fraturas, é possível fazer a retirada do osso e colocar uma prótese, por exemplo. No pulmão, pode ser indicada a toracotomia, enquanto, no cérebro, cranioterapia com ressecção da metástase.

Convivendo (prognóstico)

Metástase tem cura?

A resposta é bastante variável. Uma vez que o tumor torna-se metastático, a chance de cura é bem mais baixa. Uma única célula que sobreviva ao tratamento pode se espalhar e originar novas lesões em qualquer outro tecido do corpo.

“Porém, nos dias atuais, com os avanços na área de saúde, vemos cada vez mais casos de pacientes com metástases cujo tumor desapareceu do ponto de vista laboratorial após fazer quimioterapia ou usar medicações com drogas-alvo específicas”, pondera Hézio Jadir Fernandes Junior.

Após o tratamento inicial, o paciente deve fazer acompanhamento clínico durante anos para que o oncologista cuide de sua saúde e ajude-o a vencer o câncer.

Convivendo/ Prognóstico

Uma vez diagnosticada a metástase, o paciente deve ouvir e aceitar as orientações médicas para fazer o tratamento correto e se beneficiar o máximo possível das formas de combate à doença.

No dia a dia, assim como todas as pessoas, é importante adotar hábitos alimentares saudáveis, manter-se ativo com atividades físicas (respeitando sempre a limitação de cada paciente) e evitar fumar e consumir álcool.

Complicações possíveis

De maneira geral, a metástase, quando não tratada, pode crescer e destruir órgãos.

“Quando a metástase é nos ossos, há a possibilidade de fraturas que podem ser múltiplas, impedindo a mobilidade e, por consequência, levando à dores intensas”, afirma Hézio Jadir Fernandes Junior.

No fígado, caso a metástase não seja tratada, pode ocorrer insuficiência hepática, enquanto no cérebro, edemas cerebrais irreversíveis. Já no pulmão, há insuficiência respiratória.

Prevenção

Prevenção

Os exames preventivos para identificação do câncer primário são fundamentais - afinal, quanto antes o tumor é identificado, maiores as chances de uma metástase ser evitada.

Uma vez descoberto o tumor primário, a prevenção da metástase é feita com tratamentos adjuvantes que atuam diretamente nessa lesão, reduzindo as chances do câncer se espalhar. Apesar dos cuidados preventivos, uma porcentagem de pacientes pode, ainda assim, desenvolver a metástase.

Referências

Manoel Carlos de Azevedo, oncologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo

Felipe Moraes, oncologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo

Tiago Kenji, oncologista do Hospital Santa Paula

Ciro Eduardo de Souza, oncologista do Hospital Sírio-Libanês

Hézio Jadir Fernandes Junior, coordenador de Oncologia Clínica do Hospital Leforte

Canadian Cancer Society. Disponível em: