Hipermetropia: o que é, sintomas e como corrigir

Visão Geral

O que é Hipermetropia?

A hipermetropia, popularmente conhecida como dificuldade de enxergar de perto, é um problema de refração comum, em que a imagem nos olhos se forma depois da retina e não exatamente sobre ela, o que dificulta a capacidade do cérebro de processar a imagem corretamente.

Na hipermetropia não há dificuldade em enxergar objetos de longe, mas quando você se aproxima, fica muito difícil focalizá-los.

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Você sabe como o olho funciona?

O olho é formado por diversas estruturas, responsáveis por captar a luz e as imagens e enviá-las para nosso cérebro. Veja a seguir quais são elas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO):

Shutterstock
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Causas

O globo ocular funciona da mesma forma que uma caixa escura: a luz entra pela pupila e forma a imagem na retina. O formato do olho e da córnea é perfeito para que a imagem se forme no local certo (a mácula), e então a informação é enviada ao cérebro pelo nervo óptico.

Quando você tem hipermetropia, o globo ocular é um pouco mais achatado ou a córnea mais plana, com isso a imagem acaba se formando depois da retina, ou seja, a imagem que a retina capta não está correta.

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Como a hipermetropia se deve a problemas da anatomia dos olhos, a oftalmologista Claudia Benetti explica que o risco de ter o problema é puramente genético. “É muito mais comum ter hipermétropes em uma família de hipermétropes do que de míopes”, explica a especialista.

Tipos

Existem dois tipos de hipermetropia:

Sintomas

Sintomas de Hipermetropia

O principal sintoma da hipermetropia é justamente sua maior característica: a dificuldade de se enxergar de perto. O que muda é a forma como cada um manifesta a condição.

Nossos olhos e cérebro, na tentativa de enxergar melhor, vão trabalhar para a imagem ficar mais focada possível - esse esforço é conhecido como "capacidade de acomodação". Acontece quando o cristalino se reacomoda em nossos olhos na tentativa de focar melhor os objetos, compensando a hipermetropia, por exemplo. "Em pessoas jovens, com boa capacidade de acomodação e graus moderados de hipermetropia, ela pode inclusive passar despercebida justamente porque a própria acomodação corrige o erro refracional", explica o oftalmologista Wilson Obeid.

No entanto, como com o passar da idade essa capacidade de acomodação do cristalino vai se perdendo - consequentemente a hipermetropia vai se agravando.

Pessoas com hipermetropia mais grave podem apresentar:

Buscando ajuda médica

Se você sente dificuldades para enxergar de perto ou de longe, deve buscar ajuda de um oftalmologista, principalmente se você tiver histórico familiar de hipermetropia ou mesmo miopia.

Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar a hipermetropia são:

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para gordura no fígado, algumas perguntas básicas incluem:

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Hipermetropia

O diagnóstico é feito por meio de um exame padrão feito no oftalmologista, chamado de exame de refração. Nele utiliza-se:

Além disso, o oftalmologista Wilson Obeid ressalta que exames complementares podem ser feitos, como:

Hipermetropia + astigmatismo

O astigmatismo é uma alteração em que a imagem do olho se forma de modo irregular e pode ocorrer ao mesmo tempo que a hipermetropia.

Nesses casos há uma piora dos sintomas e pode ser necessário uma avaliação melhor antes da cirurgia refrativa.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Hipermetropia

A hipermetropia pode ser tratada com o uso de lentes refrativas (óculos e lentes de contato) ou com a cirurgia refrativa. Entenda cada um dos tratamentos:

Lentes corretivas

Uso de lentes corretivas trata hipermetropia por compensar a curvatura errada da córnea ou o comprimento mais curto do globo ocular. Tipos de lentes corretivas incluem:

Cirurgia refrativa

Este tratamento corrige hipermetropia por remodelar a curvatura da sua córnea. Mas nem sempre ela garante a independência das lentes refrativas. Métodos de cirurgia refrativa incluem:

Todas as cirurgias têm algum grau de risco. Possíveis complicações desses procedimentos oculares incluem infecção, cicatrizes na córnea, visão turva, perda de visão e aberrações visuais, como ver círculos ao redor das luzes à noite. Discuta os riscos potenciais com o médico.

Convivendo (prognóstico)

Hipermetropia tem cura?

A hipermetropia é uma condição anatômica, e a cirurgia refrativa nem sempre vai livrar a pessoa de usar óculos ou lente de contato. Mas é possível conviver bem com a hipermetropia e até estabilizar o quadro com o tratamento adequado. A tendência é que o grau se estabilize com 22 a 23 anos, quando a anatomia do corpo deixa de mudar.

Contudo, com o passar da idade, a capacidade de acomodação do cristalino pode reduzir, e isso pode aumentar o grau de quem se beneficiava com a contração do cristalino para mudança da curvatura da córnea.

Complicações possíveis

A hipermetropia pode se relacionar ao surgimento de estrabismo (quando um dos olhos se desvia do sentido normal), normalmente para dentro - o desvio do olho para fora ocorre mais nos casos de miopia.

Se uma criança apresenta essa complicação e não for tratada cedo com o uso de tampão, isso pode levar à diminuição da visão do olho torto, evoluindo para um quadro chamado de ambliopia.

Convivendo/ Prognóstico

Normalmente o uso de óculos ou lentes de contato resolve bastante o problema, mas é preciso ter o acompanhamento periódico com o oftalmologista para verificar evoluções no grau de hipermetropia, principalmente antes dos 23 anos, quando a anatomia dos olhos ainda está sofrendo mudanças.

Prevenção

Prevenção

A hipermetropia é uma condição anatômica e mais relacionada à genética do que a hábitos de vida.

No entanto, as visitas frequentes ao oftalmologista podem levar ao diagnóstico precoce, impedindo evolução do quadro ou o surgimento de uma ambliopia.

Além disso, é importante estar atento às queixas da criança ao ter dificuldades em ver coisas de longe ou ter que trazer os objetos muito perto para ver melhor.

Referências

Claudia Benetti, oftalmologista, especialista em Oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), pós-graduada em Medicina Chinesa e Acupuntura pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) e pós-graduada em Medicina Integrativa pelo Hospital Israelita Albert Einstein

Wilson Obeid, oftalmologista do Hospital CEMA (SP)

Clínica Mayo organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos que reúne conteúdos sobre doenças, sintomas, exames médicos, medicamentos, entre outros. Disponível em:

Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Disponível em: tm