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Gonorreia: sintomas na mulher e no homem, transmissão e como tratar

Visão Geral

O que é Gonorreia?

Gonorreia é uma doença sexualmente transmissível (DST) comum, que afeta tanto a homens quanto a mulheres.

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Ela pode ser transmitida em qualquer contato sexual, seja penetração vaginal ou anal, sexo oral ou mesmo por contaminação ocular.

A gonorreia é uma das infecções sexualmente transmissíveis (IST’s na nova sigla) que mais tem crescido no Brasil e no mundo. Além disso, em 2017 a Organização Mundial da Saúde alertou para como a bactéria Neisseria gonorrhoeae está se tornando cada vez mais resistente à antibióticos.

Veja neste conteúdo como se prevenir da gonorreia e quais são seus sintomas e tratamentos (2).

Gonorreia na gravidez e em recém-nascidos

Quando a gonorreia é contraída na gravidez, ela pode ser passada ao bebê durante o parto. Os sintomas costumam ser semelhantes a uma conjuntivite: olhos vermelhos e inchaço das pálpebras, que surgem entre dois a quatro dias após o nascimento.

Essa conjuntivite pode ser associada a infecções no sistema sanguíneo e até mesmo meningites (5).

Causas

A gonorreia é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, também conhecida como gonococo. Qualquer indivíduo que tenha qualquer prática sexual pode contrair a gonorreia. A infecção pode ser transmitida por contato oral, vaginal ou anal.

A bactéria se prolifera em áreas quentes e úmidas do corpo, incluindo o canal que leva a urina para fora do corpo, a uretra. Pode ser encontrada também no sistema reprodutor feminino, que inclui as tubas uterinas, o útero e o colo do útero.

Existe, ainda, a transmissão de mãe para filho durante o parto ou quando este ainda está dentro do útero. Em bebês, a gonorreia costuma se manifestar principalmente nos olhos, na forma de conjuntivite grave, mas também pode haver infecção disseminada (2).

Fatores de risco

Alguns fatores considerados de risco podem facilitar a contaminação com a bactéria causadora da gonorreia (2). Confira:

SAIBA MAIS: Tudo que você precisa saber sobre DSTs

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Últimas perguntas sobre Gonorreia

Sintomas

Sintomas de Gonorreia

Na maioria dos casos, a gonorreia passa desapercebida. Quando há sintomas, alguns são bastante característicos, principalmente na região genital.

Sintomas da gonorreia no homem

No pênis, os sinais mais comuns da gonorreia são:

Sintomas de gonorreia na mulher

Já na vagina, os sintomas são:

Sintomas gerais da gonorreia

Mas a gonorreia também pode surgir em outras partes do corpo:

Sintomas da gonorreia em recém-nascidos

Normalmente os recém-nascidos contaminados com gonorreia no momento do parto podem apresentar sintomas semelhantes a conjuntivite, como (5, 6):

Em casos mais graves, eles podem apresentar infecções na corrente sanguínea e meningite.

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Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Marque uma consulta com um especialista se notar algum dos sintomas descritos. Procure ajuda médica também se seu parceiro for diagnosticado com gonorreia ou qualquer DST. A doença pode passar desapercebida por você, principalmente nas mulheres, em que os sintomas são mais tardios. Então, não espere surgirem os primeiros sintomas para procurar um especialista.

Na consulta, tire todas as suas dúvidas. Veja abaixo alguns exemplos do que você pode perguntar ao médico:

Evite ter relações sexuais enquanto não conversar com um especialista. Converse com seu parceiro ou parceira, explique que está sentindo sintomas suspeitos e aconselhe-o a também procurar um médico (2).

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar a gonorreia são:

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para gordura no fígado, algumas perguntas básicas incluem:

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta. (7)

Diagnóstico de Gonorreia

Coloração de Gram

A gonorreia pode ser identificada por meio de um método simples que consiste na observação de uma amostra de secreção no microscópio. Essa técnica é chamada de coloração de Gram. Apesar de ser rápido, esse método não é o mais sensível.

Os exames de coloração de Gram usados para diagnosticar a gonorreia incluem:

Exames de cultura de bactérias

As amostras para culturas, isto é, para o cultivo e identificação da bactéria em laboratório, podem resultar no diagnóstico definitivo da infecção . Geralmente, as amostras para uma cultura são colhidas do colo do útero, da vagina, da uretra, do ânus ou da garganta. Os testes podem apresentar um diagnóstico preliminar em 24 horas e um diagnóstico confirmado em 72 horas. Este método é mais sensível e mais específico que os exames de coloração de Gram.

PCR

Os exames que pesquisam o DNA do gonococo são especialmente úteis para a triagem em pacientes assintomáticos, são mais rápidos do que as culturas e podem ser realizados em amostras de urina, que são muito mais fáceis de coletar do que amostras da região genital. Geralmente, são feitos pelo método de reação em cadeia da polimerase (PCR).

NAAT

Sigla para testes de amplificação de ácido nucleico, estes testes detectam, simultaneamente, gonorreia e infecção por clamídia e depois os diferencia em um teste subsequente específico. Os NAAT aumentam ainda mais a sensibilidade de forma adequada, de modo a permitir o teste de urina em ambos os sexos. (5)

Exames para outras DSTs

Se você tem gonorreia, peça para fazer exames relacionados a outras infecções sexualmente transmissíveis, incluindo clamídia, sífilis, hepatite B e HIV. Se você é mulher e tem 21 anos ou mais, certifique-se de ter feito um Papanicolau recentemente. (2)

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Tratamento e Cuidados

Tratamento de Gonorreia

Há dois objetivos no tratamento de uma doença sexualmente transmissível (DST): o primeiro é curar a infecção do indivíduo, enquanto o segundo é interromper a cadeia de transmissão da doença. Para isso, além de tratar o paciente, é importante localizar e examinar todos os seus contatos sexuais para tratá-los, se indicado. Por se tratar de uma doença bacteriana, o tratamento pode ser feito por meio de antibióticos. (2)

Em casos mais simples o mais comum é o uso de ceftriaxona mais azitromicina. Mas isso varia muito conforme o quadro do paciente.

Uma visita de acompanhamento após o tratamento é importante, principalmente em caso de dor nas articulações, erupções cutâneas ou dores mais fortes na região pélvica ou abdominal. Também devem ser realizados exames para garantir que a infecção tenha sido curada.

Todos os parceiros sexuais do paciente com gonorreia devem ser contatados e examinados para evitar futuras transmissões da doença.

Tratamento para bebês com gonorreia

Em caso de bebês, rotineiramente os pediatras aplicam um medicamento imediatamente após o parto nos olhos do recém-nascido para evitar infecção. Se ainda assim o bebê desenvolver a infecção, poderá ser tratado com antibióticos também.

Medicamentos para Gonorreia

Os medicamentos mais usados para o tratamento de gonorreia são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

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Convivendo (prognóstico)

Gonorreia tem cura?

A gonorreia que ainda não se espalhou costuma ter um tratamento tranquilo com antibióticos. No entanto, a Organização Mundial da Saúde tem alertado sobre uma nova bactéria causadora da gonorreia, mais resistente à antibióticos.

No Brasil, a gonorreia ainda não pode ser considerada como super-resistente. Mas é preciso atenção, uma vez que por ano são registrados em torno de 500 mil casos no país. Por isso, o ideal é preveni-la. (3)

Complicações possíveis

Gonorreia, quando não tratada, ou quando ocorrem repetidos episódios, pode levar a complicações mais graves, como:

Infertilidade

A doença pode se espalhar pelo útero e pelas tubas uterinas, causando inflamação nestes e nos demais órgãos genitais internos femininos, conhecida como DIP, de “doença inflamatória pélvica”. Essa doença aumenta os riscos de complicações na gravidez e podem levar à gravidez fora do útero e, também, à infertilidade. Recomenda-se tratamento imediato para DIP.

Já no pênis, a gonorreia não tratada pode causar epididimite, uma doença que leva à inflamação no reservatório de esperma que fica junto ao do testículo. A epididimite, se não for tratada corretamente, pode levar à infertilidade também. Outras complicações são o estreitamento da uretra e a inflamação da próstata.

Infecções

A bactéria pode entrar na corrente sanguínea e se espalhar pelo corpo, inclusive pelas articulações. Isso pode despertar alguns sintomas característicos, como febre, feridas na pele, dores nas articulações, inchaço e enrijecimento muscular.

Risco maior para Aids/HIV

Ter gonorreia ou qualquer outra DST torna a pessoa mais suscetível ao contágio com o HIV, o vírus da imunodeficiência humana (aids). (2)

Convivendo/ Prognóstico

O prognóstico para gonorreia é quase sempre favorável. Uma infecção que não tenha se espalhado pela corrente sanguínea ou outras partes do corpo pode ser curada com antibióticos. Mas até mesmo uma infecção mais grave também pode se resolver com tratamento medicamentoso. Contudo, ainda que se trate de uma doença curável, o ideal é precaver-se, optando sempre pelo sexo protegido. (2)

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Prevenção

Prevenção

Usar preservativos na relação sexual é o melhor meio para se prevenir gonorreia. Use camisinha em todo e qualquer tipo de contato sexual, seja ele vaginal, anal ou oral.

De modo geral, evite ter relações sexuais com pessoas diagnosticadas com gonorreia até que estejam completamente tratadas.

Para evitar futuras transmissões da infecção, é importante também que todos os parceiros ou parceiras sexuais sejam tratados. A doença pode voltar caso uma das partes não tenha recebido tratamento adequado.

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Referências

(1) Revisado por: Carolina Lázari, infectologista do Fleury Medicina e Saúde.

(2) Daniella C. de Menezes e Gonçalves, infectologista do Hospital Samaritano de São Paulo (CRM/SP 92373)

(3) Ministério da Saúde

(4) Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Governo dos Estados Unidos (CDC)

(5) Manual MDS de Medicina para Profissionais de Saúde

(6) Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (Medline Plus)

(7) Mayo Clinic, clínica de referência médica nos Estados Unidos

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