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Câncer de pênis: sintomas, tratamento e principais tipos

Visão Geral

O que é Câncer de pênis?

O câncer de pênis é uma doença agressiva com ampla variação na distribuição geográfica entre países de condições socioeconômica distintas. Embora rara nos países europeus e américa do norte, é uma condição frequente em muitos países africanos, sul americanos e asiáticos.

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No Brasil, estima-se que a incidência do câncer de pênis varie de 2.9 a 6.8 pessoas a cada 100 mil habitantes, sendo as regiões norte e nordeste responsáveis pelo maior número de casos.

Estatísticas recentes indicam que o câncer de pênis foi responsável por 2.1% dos cânceres em homens (5,7% na Região Nordeste, 5,3% na Norte, 3,8% na Centrooeste, 1,4% na Sudeste e 1,2% na Região Sul). Esses dados estão diretamente relacionados aos baixos níveis socioeconômicos das áreas com maior incidência.

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De acordo com dados do Ministérios da Saúde Brasileiro, estima-se anualmente 850 cirurgias para o tratamento do câncer de pênis e aproximadamente 50% destes procedimentos são executados nas regiões norte e nordeste do país.

É provável que a maioria destes homens retardam a procura por atendimento médico devido ao medo ou dificuldade de acesso à serviços especializados.

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Tipos

Cada tecido no pênis contém vários tipos de células. Desta forma, diferentes tipos de câncer de pênis podem surgir a partir dessas células. As diferenças entre eles são importantes porque determinam a gravidade do câncer e o tratamento necessário. Veja abaixo os tipos de câncer de pênis:

Carcinoma de células escamosas

O carcinoma de células escamosas (CEC) é o tipo de câncer de pênis mais frequente. Em fases iniciais, o tratamento é a cirurgia para a remoção da lesão. Em contrapartida, nas fases mais avançadas da doença (gânglios na virilha contaminados pela doença ou mesmo metástases em outros órgãos), a chance de cura é reduzida e o tratamento passa a ser com quimioterapia e controle de sintomas.

A principal via de disseminação é através dos vasos linfáticos, mas a doença também pode ganhar a circulação sanguínea.

Além disso, o carcinoma de células escamosas pode ser dividido em outros tipos, são eles:

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Melanoma

O melanoma é um tumor maligno originário dos melanócitos (células que produzem pigmento) e pode ocorrer na pele e em regiões como olhos, orelhas, trato gastrointestinal, membranas mucosas e genitais. Um dos tumores mais perigosos, o melanoma tem a capacidade de invadir qualquer órgão, criando metástases, inclusive no cérebro e coração. Portanto, é um câncer com grande letalidade.

Carcinoma basocelular

O carcinoma basocelular (também conhecido como câncer de células basais) é outro tipo de câncer de pele que pode se desenvolver no pênis. Faz apenas uma pequena porção de cânceres do pênis. Este tipo de câncer é de crescimento lento e raramente se espalha para outras partes do corpo.

Adenocarcinoma

Este tipo muito raro de câncer de pênis pode se desenvolver a partir de glândulas sudoríparas na pele do pênis.

Sarcoma

Um pequeno número de cânceres de pênis são sarcomas. Eles se desenvolvem a partir de vasos sanguíneos, músculo liso ou outras células do tecido conjuntivo do pênis.

Fatores de risco

A causa exata da maioria dos cânceres penianos não é conhecida. Contudo, existe uma série de condições que podem estar associadas a esse tipo de câncer. Há uma forte associação entre a presença do prepúcio e o surgimento do câncer de pênis. Outros fatores etiológicos conhecidos são: higiene genital precária, presença de fimose, infecção viral por HPV, exposição à radiação UV, tabagismo, balanite obliterante e líquen crônico.

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Condição socioeconômica também é uma variável associada à incidência aumentada de câncer de pênis. O risco é 43% maior entre homens residentes em países com mais de 20% da população abaixo da linha da pobreza, comparados àqueles países com menos de 10% dos homens abaixo desta linha.

Além disso, há relatos de associação familiar com o câncer de pênis. Alguns estudos científicos demonstraram risco de 2 a 17 vezes maior de apresentar a doença em filhos de portadores de câncer de pênis, entretanto nenhuma alteração genética foi identificada como responsável até o momento.

Veja os fatores de riscos com mais detalhes:

Raça

Há uma quantidade de dados limitada sobre incidência do câncer de pênis entre grupos raciais. Alguns estudos científicos demonstraram que a probabilidade de pacientes negros desenvolverem uma forma mais agressiva de câncer de pênis é maior do que em homens brancos. Entretanto, os estudos não abordam fatores socioeconômicos que poderiam influenciar tais indicadores, como acesso à assistência médica precoce.

Dados da literatura brasileira demonstraram que dos pacientes com câncer de pênis, 75% eram brancos, 23% negros e 2% orientais. Noventa por cento dos casos são oriundos do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso sugere que o câncer de pênis tende a afetar os mais pobres, não circuncidados e com hábitos precários de higiene. A raça não parece ser um fator de risco determinante para a sua ocorrência.

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Fimose

O fator de risco mais importante para o surgimento do câncer de pênis é a presença de fimose. Dentre aqueles com fimose ou excesso de pele prepucial, o baixo nível socioeconômico e a higiene pessoal precária são os fatores de risco mais importantes.

Dos pacientes com câncer de pênis, 25% tem antecedente de fimose e 60% tem fimose no momento do diagnóstico da doença.

Estudos na literatura médica sugerem que a circuncisão no período neonatal está associada à diminuição no risco do câncer de pênis, assim como demonstram que a fimose é mais comum nos homens com a doença (35%) em comparação aos homens que nunca manifestaram o câncer de pênis.

Ausência de circuncisão

A circuncisão é fator de proteção quando feita na primeira infância. Estudos na literatura médica indicam que homens circuncidados logo após o nascimento tem uma pequena probabilidade de manifestarem a doença na fase adulta.

Além disso há outras evidências científicas que indicam uma menor probabilidade de contrair HPV nos homens circuncidados na infância. A causa desse fenômeno protetor ainda é desconhecida e é objeto de múltiplos estudos científicos. Acredita-se que a remoção do prepúcio leva ao desenvolvimento de uma camada protetora mais espessa na glande e corpo do pênis, o que dificultaria a contaminação pelo vírus.

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A infecção pelo vírus HPV peniano é baixa em homens circuncidados. Naqueles não circuncidados, o risco de câncer de pênis é 3 vezes maior do que nos circuncidados ao nascimento.

Em crianças circuncidadas logo após o nascimento a incidência relatada de câncer de pênis é nula. Se a circuncisão é feita entre os 3 e 12 anos, a incidência é 0,15%.

Do contrário, a incidência de câncer de pênis pode atingir 3,1% em homens não circuncidados. Isso sugere que a circuncisão previne a ocorrência de câncer de pênis apenas se realizada no período de alguns meses após o nascimento. Pacientes circuncidados na fase adulta (mais de 87%) tendem a desenvolver tumores de baixa agressividade.

Dados da literatura médica demonstraram uma incidência diminuída de câncer de pênis na Escandinávia, país que tem uma baixa incidência de circuncisões. Na Dinamarca, a taxa de circuncisão é de apenas 1.6% da população. Mesmo assim, incidência de câncer de pênis neste País diminuiu de 1.15 por 100.000 homens para 0.82 por 1000.00 homens. Esse fato foi atribuído à melhora da higiene pessoal.

Doenças sexualmente transmissíveis

Um fator de risco comum associado ao câncer de pênis inclui a história clínica de doenças sexualmente transmissíveis (DST), como gonorreia, clamídia e sífilis. Contudo, não há evidência de causalidade entre essas infecções e o câncer de pênis.

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HPV

A associação entre o Papiloma Vírus Humano (HPV) e o câncer de pênis varia na literatura mundial (10 a 80%). Essa disparidade pode ser explicada pela variedade de métodos utilizados na detecção do vírus ou o tipo de técnica utilizada. Contudo, o exato papel do HPV na origem da doença ainda não foi elucidada por completo até o momento.

No Brasil, o genoma do vírus é encontrado em até 30% dos casos de câncer de pênis. Entretanto, há evidências na literatura médica que demonstram uma incidência maior do HPV (75%) em pacientes com a forma invasiva e mais agressiva da doença.

Diversas séries relatam uma alta incidência do HPV de alto risco com o câncer de pênis. Contudo, a associação entre o HPV 16 e o câncer de pênis parece ser mais frequente (30 a 50% dos casos).

Tabaco

O tabagismo é um fator de risco importante e está associado à maioria dos casos de câncer de pênis. Além disso, há relatos na literatura que homens tabagistas têm maior risco de manifestar formas agressivas da doença.

Trauma genital

A associação entre microtraumas genitais e balanite crônica (um tipo de inflamação) se relaciona a um risco aumentado de câncer de pênis. Após ajuste para história de lesões avermelhadas e úlceras genitais, há relatos na literatura médica que demonstram que pequenas abrasões e microfissuras da pele do pênis estão associados a um risco 4x maior de desenvolver câncer de pênis em relação aos que não apresentavam tais antecedentes.

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Úlceras genitais

Lesões ulceradas benignas, como o cancro mole, úlcera sifilítica e donovanose, figuram como os principais diagnósticos que podem ser confundidos com o câncer de pênis nos estágios iniciais. Assim, todo homem que apresenta lesão ulcerada por mais de quatro semanas ou que não responde ao tratamento inicial deve ser investigada.

Sintomas

Sintomas de Câncer de pênis

A principal queixa é a de presença de lesão peniana visível ou palpável. Essas lesões podem ser nodulares, ulceradas, ou de aspecto inflamatório. Deve-se atentar para lesões ocultas pela no prepúcio, muito comuns em nosso meio. Os principais sintomas relacionados às lesões do câncer de pênis são:

Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, mais cedo é possível começar o tratamento e maiores são as chances de cura.

Buscando ajuda médica

Qualquer uma das manifestações de sintomas, principalmente se conhecida a exposição aos fatores de risco, deve servir como um alerta para a procura de orientação médica. Alterações como nódulos no pênis, coceira e sangramento são indicativos para buscar um médico.

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Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar o câncer de pênis são:

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para câncer de pênis, algumas perguntas básicas incluem:

Não hesite em fazer outras perguntas caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Câncer de pênis

O exame físico da área suspeita pode definir a localização do tumor, tamanho da lesão e o grau de profundidade de invasão na estrutura do pênis (corpos cavernosos, esponjosos, uretra e órgãos ao redor). Essas informações são de fundamental importância no planejamento do tratamento.

A localização mais frequente do câncer de pênis é a glande (50%); prepúcio (20%); e de ambos, glande e prepúcio (30%). A lesão pode ser em forma de uma verruga (38%), úlcera (52%) ou nódulo (10%).

Deve-se estar atento aos gânglios na região da virilha e, se forem palpáveis, é importante definir o seu diâmetro, lateralidade, consistência e mobilidade. Além disso, o inchaço (edema) do membro inferior/escroto e presença de infiltração/perfuração da pele são achados importantes.

Cerca de 50% dos gânglios detectados pela palpação inicial não são relacionados ao tumor no pênis, sendo importante reavaliar alguma alteração a cada retorno em consulta. Exames como ultrassom ou ressonância magnética podem ser utilizados de forma complementar para definir a profundidade de infiltração, porém diagnóstico definitivo é feito pela biópsia ou a própria remoção da lesão suspeita.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Câncer de pênis

O câncer de pênis afeta mais frequentemente os homens entre 50 a 70 anos. Indivíduos mais jovens também podem ser acometidos. Cerca de 19% dos casos tem menos de 40 anos e 7% têm menos de 30 anos. O tratamento depende da extensão local do tumor e do comprometimento dos gânglios inguinais (ínguas na virilha).

De maneira geral o tratamento do câncer de pênis é baseado em três princípios:

Atualmente, o câncer de pênis é tratado com cirurgia, radioterapia e quimioterapia. A cirurgia é o tratamento mais frequentemente realizado para controle local da doença.

Cirurgias para Câncer de pênis

Se o câncer encontrado for pequeno e não tiver se espalhado, o tumor pode ser tratado sem ter que remover uma parte do pênis. No entanto, se o câncer é encontrado em um estágio mais avançado, parte ou todo o pênis pode ter que ser removido com o tumor. Existem diferentes tipos de cirurgias para tratar o câncer de pênis - o objetivo dos médicos é usar na maioria dos casos técnicas de preservação do pênis. Veja abaixo alguns exemplos de cirurgias:

Circuncisão

Se o câncer é apenas no prepúcio, a circuncisão muitas vezes pode curar o câncer. Esta operação remove o prepúcio e alguma pele próxima. A circuncisão também é feita antes da radioterapia no pênis, uma vez que a radiação pode causar inchaço e aperto do prepúcio, podendo levar a outros problemas.

Excisão simples

Na cirurgia de excisão simples, o tumor é retirado junto com uma quantidade pequena de pele próxima. Se o tumor é pequeno, a pele remanescente pode ser costurada novamente.

Cirurgia de Mohs

Com a técnica de Mohs, o cirurgião remove uma camada da pele que o tumor pode ter invadido e, em seguida, verifica a amostra sob um microscópio. Se indicar câncer, outra camada é removida e examinada. Este processo é repetido até que a amostra de pele não tenha células cancerígenas.

Este processo é lento, mas significa que mais tecido normal perto do tumor pode ser salvo. Trata-se de uma técnica altamente especializada que só deve ser feita por médicos que foram treinados para esse tipo específico de cirurgia.

Penectomia parcial ou total

Esta operação remove parte ou todo o pênis. É a maneira mais comum e mais conhecida de tratar o câncer de pênis que cresceu profundamente dentro do pênis. O objetivo é remover todo o câncer. Para fazer isso, o cirurgião também precisa remover parte do pênis normal. O cirurgião tentará deixar o máximo possível do eixo.

Transplante de pênis

No início de 2018, médicos da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, realizaram o primeiro transplante de pênis e saco escrotal da história da medicina.

"Estamos otimistas que esse transplante vai ajudar a restabelecer as funções urinária e sexual próximo do normal para este jovem homem", disse W.P. Andrew Lee, professor e diretor de cirurgia plástica e reconstrutiva na Escola de Medicina da JHU.

Embora a técnica ainda esteja sendo estudada, esse pode ser uma grande avanço para homens com câncer de pênis em estágios avançados.

Confira abaixo um vídeo (em inglês) que explica como o procedimento é realizado:

Primeiro transplante de pênis e escroto é feito nos EUA

Prevenção

Prevenção

Levando-se em conta que a circuncisão logo após o nascimento é um fator de proteção ao câncer de pênis, esta pode ser uma boa forma de prevenir o problema.

No entanto, homens que não passaram por esta circuncisão tão novos podem ter outros cuidados como:

Referências

Bruno Santos Benigno, urologista

INCA (Instituto Nacional de Câncer). Disponível em:

American Cancer Society. Disponível em:

National Cancer Institute (NIH). Disponível em:

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