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Câncer de cólon: sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Câncer de cólon?

O câncer de cólon abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto, sendo um dos tipos de câncer mais incidentes no mundo. É tratável e curável na maioria dos casos detectado precocemente.

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90% desses tumores se inicia a partir de pólipos (lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso). Um pólipo demora em média 10 anos. Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores seria a detecção e a remoção dos pólipos antes de eles se tornarem malignos, por meio de procedimentos como a colonoscopia.

70% dos cânceres aparecem no reto. Já os cânceres colorretais familiares (como pais e avós) aparecem mais no cólon direito, perto do apêndice.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 36.360, sendo 17.380 homens e 18.980 mulheres. Além disso, o câncer de cólon é responsável por mais de 15 mil vítimas anualmente no Brasil. (1, 2 e 4)

Por que o câncer colorretal é tão incidente?

Com o processo de desenvolvimento do Brasil este câncer se tornou mais incidente, por estarem relacionados a hábitos de vida, provavelmente por nos alimentarmos de forma pior, com menos fibras e mais gordura na dieta, além do aumento do sedentarismo. (3)

Causas

O câncer colorretal resulta da interação de fatores genéticos, ambientais e dietéticos. Algumas síndromes genéticas (descritas abaixo) são responsáveis por uma minoria dos casos, sendo a maioria dos casos ocorridos ao acaso devido a interação dos fatores de risco que seguem (1 e 4).

Fatores de risco

Pólipos adenomatosos

Os pólipos adenomatosos vão em algum momento se alterar (displasia), até evoluírem para adenocarcinoma, que é o câncer de cólon mais comum. Este é o principal motivo para se indicar a colonoscopia de rastreamento, pois esses pólipos podem ser retirados quando pequenos e ainda benignos. O processo de transformação de um pólipo em um tumor invasivo pode durar 7 a 10 anos.

Idade

A incidência é maior em homens e mulheres com idade superior a 50 anos. Não se sabe ao certo porque isso acontece. Uma possibilidade é a de que essas pessoas tenham sido expostas ao fatores de risco por mais tempo.

Diabetes e obesidade

Pessoas com diabetes e resistência à insulina podem ter um risco aumentado de câncer de cólon. Além disso, pessoas com obesidade tem mais chances de sofrer com o câncer de cólon e de sofrer complicações da doença.

Tabagismo e alcoolismo

A relação direta entre álcool e câncer de cólon não está completamente estabelecida, como acontece com carne vermelha, frutas e verduras e exercício físico. Entretanto, é sabido que pessoas que ingerem grandes quantidades de álcool estão em maior risco para desenvolver a doença. Este risco é maior para pessoas que ingerem mais de 45 g de álcool por dia (equivalente a aproximadamente três latas de cerveja de 350 mL, três taças de vinho de 150 mL ou três doses de uísque de 40 mL. Além disso, sabe-se que o tabagismo também aumenta o risco de câncer de cólon, uma vez que as substâncias nocivas do cigarro podem afetar as células do intestino.

Doença inflamatória intestinal (DII)

O câncer de cólon está relacionado com a retocolite ulcerativa, uma doença autoimune que agride a mucosa colorretal, cujo dano crônico nas células da mucosa favorecem o surgimento da displasia que dará origem à lesão maligna. A retocolite sub-tratada e em atividade e de longa data são fatores que possibilitam a degeneração para o câncer de cólon. Colonoscopia periódicas mantém estes pacientes em vigilância e identifica precocemente lesões suspeitas.

Doença de Chron também pode evoluir para um câncer colorretal de forma semelhante à colite ulcerativa.

Polipose adenomatosa familiar

Essa é uma doença hereditária, determinada quando há mais de 100 pólipos adenomatosos pelos segmentos dos cólons. Na maioria das vezes, o diagnóstico é feito quando já há o desenvolvimento do câncer de cólon em pacientes jovens. Nesse caso, todos os familiares diretos devem ser submetidos a colonoscopia para que o diagnóstico seja feito o mais precocemente possível.

Nesses casos o câncer não aparece como pólipo, se desenvolvendo diretamente em um tumor maior.

No entanto, vale ressaltar que na maioria das vezes é preciso que a herança seja relacionada aos outros fatores de risco já citados, como alimentação pobre em fibras e rica em gorduras e sedentarismo.

Histórico familiar

Estatisticamente, parece realmente tratar-se de doença hereditária, não obrigatória. Acredita-se que pessoas com avós, pais e irmãos com câncer de cólon expostos a fatores de risco têm muito mais chance de desenvolver a doença, daí a necessidade de se realizarem exames preventivos.

Polipose adenomatosa familiar

Essa é uma doença hereditária, determinada quando há mais de 100 pólipos adenomatosos pelos segmentos dos cólons. Na maioria das vezes, o diagnóstico é feito quando já há o desenvolvimento do câncer de cólon em pacientes jovens. Nesse caso, todos os familiares diretos devem ser submetidos a colonoscopia para que o diagnóstico seja feito o mais precocemente possível.

Síndrome de Lynch

Doença hereditária autossômica dominante, responsável por cerca de 3 a 5% dos tumores colorretais. Cerca de 70% dos pacientes com a síndrome tem chance de desenvolver câncer colorretal. Pacientes jovens, com manifestações principalmente no cólon direito. Observar esses critérios é importante para avaliar a presença da Síndrome de Lynch:

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Últimas perguntas sobre Câncer de cólon

Sintomas

Sintomas de Câncer de cólon

Muitas pessoas com câncer de cólon não têm quaisquer sintomas nos estágios iniciais da doença. Quando os sintomas aparecem, eles podem variar, dependendo do tamanho e localização do câncer no seu intestino grosso. Os sintomas mais comuns são (1 a 4):

Ao notar quaisquer sintomas de câncer colorretal, tais como sangue nas fezes ou uma alteração persistente nos hábitos intestinais, marcar uma consulta com seu médico.

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Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar um câncer de cólon são:

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para gordura no fígado, algumas perguntas básicas incluem:

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Câncer de cólon

O câncer de cólon pode ser detectado precocemente usando de dois exames: pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia. Pessoas com mais de 50 anos devem se submeter anualmente à pesquisa de sangue oculto nas fezes. Caso o resultado seja positivo, é recomendada a colonoscopia.

Converse com o médico sobre quando você deve começar a fazer exames de câncer colorretal, pois ele pode recomendar que você inicie a triagem mais cedo se você tiver outros fatores de risco, como história familiar da doença ou doença inflamatória intestinal.

Imediatamente após o diagnóstico de câncer de cólon, o próximo passo é a realização de exames para estadiamento da doença, que irão identificar a sua extensão. Nesses casos, estão incluídos os exames físicos, laboratorias, radiografias, tomografias, exames de ressonância magnética e, algumas vezes, o PET-CT.

A indicação e a sequência correta desses exames dependem da localização do tumor (cólon ou reto) e da suspeita de metástases. Todo o tratamento é planejado a partir do estadiamento, portanto não é correto iniciar o tratamento antes da identificação do grau de estadiamento, salvo em casos de urgência (perfuração do intestino, por exemplo). Os estágios (estadios) para câncer colorretal são (1 e 2):

Estadio I: câncer crescendo no revestimento superficial (mucosa) do cólon ou do reto, mas que não se espalhou além da parede do cólon ou reto Estadio II: o câncer já se espalhou através da parede do cólon ou reto, mas não invadiu os linfonodos próximos Estadio III: o câncer invadiu os nódulos linfáticos próximos, mas não está a afetando em outras partes do corpo Estadio IV: O câncer se espalhou para outros órgãos, tais como fígado ou pulmão.

Exames

Após uma consulta clínica, o médico pode te encaminhar para fazer alguns exames:

Colonoscopia

A colonoscopia é o exame padrão ouro para rastreamento e diagnóstico e permite ao médico analisar o revestimento interno do intestino grosso e parte do delgado, correspondente ao reto e ao cólon. A colonoscopia ajuda a encontrar pólipos, tumores, inflamações, úlceras e outras alterações do órgão. A margem de erro do exame é de 20%, que pode não identificar pólipos muito pequenos.

O exame é realizado com o colonoscópio, uma haste flexível da espessura de um centímetro - aproximadamente um dedo indicador -, com cerca de um metro de comprimento. Ele tem uma câmera na sua extremidade, que capta a imagem e transmite para um monitor de televisão.

Durante a colonoscopia o pólipo pode ser ressecado (polipectomia), o que pode se traduzir em 90% de cura de um câncer futuro. Quando o pólipo ressecado é considerado perigoso, pode ser preciso repetir o exame a cada 3 ou 5 anos.

No entanto, pólipos com mais de três centímetros são mais difíceis de tirar pois há risco de perfurar o intestino (1 e 2).

Exame de sangue oculto nas fezes

O exame de sangue oculto nas fezes, como o próprio nome diz, analisa a presença de sangue nas fezes que não podem ser vistos a olho nu. Um resultado positivo para esse exame indica que o paciente está sofrendo algum sangramento no intestino grosso, que pode ser consequência de uma inflamação, trauma ou tumor. O paciente faz a coleta das fezes frescas em casa ou no hospital e leva a amostra para ser analisada em laboratório. Este é um exame mais utilizado para rastreamento em indivíduos assintomáticos, não sendo uma boa opção em pacientes com sintomas.

Sigmoidoscopia

Sigmoidoscopia é um procedimento endoscópico que analisa o reto e a parte inferior do intestino grosso, chamada sigmoide. É usada para avaliar sintomas gastrointestinais, como sangramento retal ou alterações nos hábitos intestinais, além de triar para o câncer de cólon e reto. Durante o procedimento, o médico utiliza um sigmoidoscópio, um instrumento flexível tubular longo, com aproximadamente meia polegada de diâmetro e uma câmera da ponta (1 e 4).

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Tratamento e Cuidados

Tratamento de Câncer de cólon

O que vai determinar a escolha é o estadiamento do tumor e se já apresenta o diagnóstico com metástase ou não. Outro fator determinante para o tratamento do câncer de cólon é o paciente e qual o seu estado de saúde e época da vida. Trata o câncer de cólon em uma mulher de 45 anos, saudável, é completamente diferente de fazer o tratamento em uma mulher com 80 anos e doenças relacionadas – ainda que o tipo e extensão do câncer sejam exatamente iguais. Nesse caso, deve ser levado em conta o impacto dos tratamentos e se eles irão interferir na qualidade de vida do paciente.

Levando apenas isso em conta, tumores menores e que estão restritos ao intestino são apenas operados. Já tumores que comprometeram muito do intestino ou mesmo avançaram para órgãos ou gânglios próximos são combinados com sessões de quimioterapia por entre três e seis meses.

Além disso, tumores próximos do reto podem ser tratados também com radioterapia aliada à cirurgia.

Outro fator determinante para o tratamento do câncer de cólon é o paciente e qual o seu estado de saúde e época da vida. Trata o câncer colorretal em uma mulher de 45 anos, saudável, é completamente diferente de fazer o tratamento em uma mulher com 80 anos e doenças relacionadas – ainda que o tipo e extensão do câncer sejam exatamente iguais. Nesse caso, deve ser levado em conta o impacto dos tratamentos e se eles irão interferir na qualidade de vida do paciente (1, 3 e 4).

Cirurgia para câncer de cólon em estágio inicial

Se o câncer é pequeno e em um estágio muito inicial, o médico pode ser capaz de removê-lo completamente durante uma colonoscopia. Pólipos maiores podem ser removidos com a ressecção endoscópica da mucosa.

Pólipos que não conseguem ser removidos durante uma colonoscopia podem ser retirados através de cirurgia laparoscópica. Nesse procedimento, o cirurgião realiza a operação fazendo várias pequenas incisões na sua parede abdominal e inserindo instrumentos com câmeras anexadas que mostram seu cólon em um monitor de vídeo. Após retirar o tumor, o médico também pode retirar amostras de seus gânglios linfáticos, a fim de saber se o câncer está se espalhando.

Cirurgia invasiva para câncer colorretal

Se o seu câncer de cólon cresceu para além das paredes do cólon, pode ser recomendada uma colectomia parcial, ou hemicolectomia. Essa cirurgia remove a parte do cólon que contém o câncer, juntamente com uma margem de tecido normal em ambos os lados do câncer. Os gânglios linfáticos regionais são removidos e testados normalmente também para o câncer.

Muitas vezes, o cirurgião é capaz de reconectar as partes saudáveis do seu cólon ou reto. Mas isso não é possível quando, por exemplo, o câncer está na saída do seu reto, você pode precisar de ter uma colostomia temporária ou permanente. A colostomia envolve a criação de uma abertura na parte abdominal do corpo a partir de uma porção do intestino remanescente, para a eliminação de resíduos do corpo dentro de um saco especial. Às vezes, a colostomia é apenas temporária, até o cólon ou reto se curar após a cirurgia. Em alguns casos, no entanto, a colostomia pode ser permanente.

Quimioterapia

A quimioterapia utiliza medicamentos para destruir as células cancerosas. Em casos de câncer de cólon, ela geralmente é indicada após a cirurgia quando o câncer se espalhou para os gânglios linfáticos. Desta forma, pode ajudar a reduzir o risco de recorrência do câncer.

A quimioterapia pode ser dada para alívio dos sintomas de câncer colorretal que se espalhou para outras áreas do corpo, ou então antes da cirurgia, para reduzir o câncer antes de uma operação. Em pessoas com câncer retal, a quimioterapia pode ser utilizada junto da radioterapia.

Radioterapia

A radioterapia que usa radiação ionizante no local do tumor, normalmente indicada para eliminar células cancerosas que restaram no tecido colorretal após uma cirurgia para retirada do tumor, ou então para reduzir tumores grandes antes de uma cirurgia, de modo que eles possam ser removidos mais facilmente. O médico também pode indicar a radioterapia para aliviar os sintomas de câncer de cólon e câncer retal.

A radioterapia é raramente usada para câncer colorretal em estágio inicial, mas é parte da rotina de tratamento do câncer retal, especialmente se o câncer penetrou na parede do reto ou para os nódulos linfáticos próximos. A radioterapia, combinada com a quimioterapia, podem ser indicadas após a cirurgia para reduzir o risco de o câncer reaparecer.

Terapia alvo

A terapia alvo usa drogas ou outras substâncias que tem a função de identificar e atacar as células cancerígenas com pouco dano às células normais. Cada tipo de terapia alvo funciona de uma maneira diferente, mas todas alteram a forma como uma célula cancerígena cresce, se divide, se autorrepara, ou como interage com outras células. A terapia alvo é indicada para pacientes que tem alterações específicas em seus tumores, e nem sempre pode ser indicado como tratamento, pois não beneficia a todos.

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Convivendo (prognóstico)

Câncer de cólon tem cura?

O câncer do cólon é, em muitos casos, uma doença altamente curável se for detectada no início. O seu estado depende de vários fatores, principalmente do estadiamento. Em geral, quando tratado em um estágio precoce, a sobrevida do paciente é longa, com poucas chances de recidiva nos cinco anos após a retirada do câncer. Tumores no estadio I, II e III são considerados potencialmente curáveis. Na maioria dos casos, o câncer no estágio IV não é curável, embora existam exceções (1 a 4).

Complicações possíveis

As complicações ligadas diretamente ao câncer de cólon envolvem (1 a 4):

Outras complicações do câncer de cólon podem advir do procedimento cirúrgico de remoção do tumor. Dentre elas, podemos citar:

Convivendo/ Prognóstico

Um diagnóstico de câncer pode ser emocionalmente desafiador. Até encontrar o que funciona para você, tente adotar algumas destas práticas:

Saiba o que esperar

Saiba o suficiente sobre seu câncer para tomar as decisões de maneira confortável. Pergunte ao seu médico sobre o tipo e estadio do câncer, bem como as opções de tratamento e seus efeitos colaterais. Quanto mais você souber, mais confiante você estará para tomar decisões sobre o seu próprio cuidado. Procure informações em fontes confiáveis. Nem sempre o que você ouve de outra pessoa leiga se aplica a você.

Mantenha os amigos e familiares próximos

Estar perto dos amigos e da família irá ajuda-lo a lidar com o câncer. Amigos e familiares podem fornecer o apoio prático que você precisa, como ajudando a cuidar de sua casa se você estiver no hospital. Além disso, eles são o suporte emocional que você precisa.

Compartilhe experiências

Encontre pessoas que passaram pelo menos que você e estão dispostas a conversar sobre seus medos e esperanças. Existem grupos de apoio na internet e hospitais que podem te ajudar a passar por esse momento. Além disso, amigos, família, conselheiros e assistentes sociais também podem cumprir esse papel.

Como minimizar os efeitos adversos da quimioterapia?

Cuidados durante a radioterapia

O radioterapeuta e a equipe de enfermagem devem orientar sobre os cuidados específicos que deverão ser adotados durante o tratamento de radioterapia. Esses cuidados variam muito de acordo com a região a ser irradiada.

Exercícios físicos

Não importa a atividade - o que importa é praticar. A atividade física ajuda a "mandar" a fadiga embora, aumenta a energia, a disposição e a autoestima, além de proporcionar convívio social. O limite para a prática de qualquer atividade é o que não gere desconforto.

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Prevenção

Prevenção

Faça os exames regularmente

O teste mais específico para avaliação direta do intestino grosso e reto é a colonoscopia. Trata-se de uma endoscopia feita pelo ânus, que permite a visualização direta de toda a mucosa intestinal em sua circunferência, desde o reto até o íleo terminal (fim do intestino delgado) e possibilitando coleta de material para análise. A cápsula endoscópica é um exame que também permite a visualização da luz intestinal, mas não permite biópsias, e é utilizado quando existem lesões obstrutivas que impossibilitam a passagem do colonoscópio ou quando quer se avaliar o intestino delgado, segmento de difícil acesso pelos endoscópios. Existem também testes indiretos radiológicos dos cólons, que são o clister opaco e a colonoscopia virtual. Esses exames desenham a luz intestinal e podem encontrar lesões de mucosa maiores que 6 mm. Antes dos exames invasivos, o médico pode pedir um exame de sangue oculto nas fezes, e só com esse resultado positivo encaminhar para uma colonoscopia.

Um estudo feito por pesquisadores do Massachusetts General Hospital Gastrointestinal Unit descobriu que fazer uma colonoscopia a cada 10 anos a partir dos 50 anos de idade poderia evitar 40% dos casos de câncer colorretal. O estudo acompanhou mais de 89 mil profissionais de saúde durante um período de 20 anos e foi publicado no New England Journal of Medicine. A colonoscopia se tornou exame de rotina como prevenção de câncer colorretal, e deve começar a ser feito a partir dos 50 anos de idade para pessoa sem histórico familiar da doença. Aqueles que possuem fatores de risco devem incluir o exame na rotina após os 40 anos ou 10 anos antes da idade do caso mais precoce na família. A colonoscopia também pode ser indicada em investigação de dores abdominais, alteração do hábito intestinal, hemorragias pelo ânus, diarreias e outras queixas relacionadas. Se os exames forem normais, devem ser repetidos a cada cinco ou dez anos. Já o resultado alterado deve ser repetido conforme orientação do médico.

Cuide de doenças do cólon e reto

Além da história genética, a presença de doenças inflamatórias intestinais crônicas, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, aumenta o risco de câncer de cólon e reto. Isso acontece devido ao estímulo inflamatório constante, que culmina acelerando a multiplicação celular. Portanto, pacientes portadores dessas doenças devem manter uma regularidade maior dos exames: de um modo geral, anualmente após oito anos de doença se portador de colites ou uma vez a cada dois anos se tiver uma doença que afeta um segmento específico do intestino, como diverticulite.

Evite alguns alimentos

Hábitos alimentares nocivos, como o consumo excessivo de carne vermelha, embutidos, enlatados e defumados excessivamente não são saudáveis para o intestino. A digestão desses alimentos resulta na produção de metabólitos, substâncias tóxicas que podem ser o estopim para transformação genética das células da mucosa no intestino grosso, se muito tempo em contato com a mucosa intestinal. O consumo de carne vermelha deve ser limitado a 200g por semana - entre uma a duas vezes por semana - para aqueles em grupo de risco para doenças do intestino, enquanto os outros tipos de alimento devem ser evitados ao máximo. Estudos demonstraram que as carnes processadas aumentam o risco de câncer mais do que o consumo de carne não processada. O motivo é o mesmo: substâncias cancerígenas que são formadas a partir do método de processamento da carne.

Coma mais fibras

O consumo de frutas, legumes, verduras e grãos integrais aumenta a quantidade de bactérias do intestino, ajudando no seu pleno funcionamento. Com a microbiota (flora intestinal) funcionando a todo vapor, é mais fácil para o órgão suprimir a atividade de outras bactérias que são nocivas e podem formar substancias tóxicas. Além disso, um intestino saudável ajuda a eliminar com regularidade os metabólitos tóxicos do organismo na evacuação. As fibras das frutas, verduras e cereais regularizam o trânsito, diminuindo o tempo de exposição da mucosa intestinal a substâncias potencialmente cancerígenas.

Controle o peso

Estar com o peso acima do que é considerado saudável também pode ser um fator de risco para o câncer de cólon. Um estudo publicado no American Journal of Epidemiology revelou que a obesidade e acúmulo de gordura abdominal aumentam a probabilidade de uma pessoa desenvolver câncer de cólon e reto. A análise foi liderada por uma especialista da Maastricht University, na Holanda, e contou com a participação de 120 mil adultos holandeses com idade entre 55 e 69 anos. Após avaliar cada um dos indivíduos, os cientistas constataram que homens com sobrepeso significativo ou em início de obesidade tinham um risco 25% maior de ter câncer colorretal. Além disso, aqueles cujo tamanho da cintura era significativamente maior apresentaram um risco 63% maior de ter esse tipo de câncer.

O desequilíbrio metabólico, que inclui sobrepeso, obesidade e diabetes, aumenta o risco de câncer de intestino. E a diminuição da circunferência abdominal interfere nos níveis de insulina e glicose, contribuindo para uma melhor regularização do metaboslismo. O papel da atividade física regular é fundamental para esse equilíbrio.

Beba mais líquidos

Hidratar as fibras é muito importante para manter o ritmo intestinal. As fezes não hidratadas ficam endurecidas e demoram para serem eliminadas e o ideal é que se elimina fezes a cada 48 horas, ou seja, dois dias. Mais do que isso faz com as substâncias cancerígenas fiquem em contato com as mucosas do intestino, o que pode levar ao câncer colorretal.

O recomendado é tomar de 2 a 3 litros por dia, o que dá 12 copos: quatro pela manhã, quatro a tarde e quatro à noite (2)

Controle o peso

Estar com o peso acima do que é considerado saudável também pode ser um fator de risco para o câncer de cólon. Um estudo publicado no American Journal of Epidemiology revelou que a obesidade e acúmulo de gordura abdominal aumentam a probabilidade de uma pessoa desenvolver câncer colorretal. A análise foi liderada por uma especialista da Maastricht University, na Holanda, e contou com a participação de 120 mil adultos holandeses com idade entre 55 e 69 anos. Após avaliar cada um dos indivíduos, os cientistas constataram que homens com sobrepeso significativo ou em início de obesidade tinham um risco 25% maior de ter câncer colorretal. Além disso, aqueles cujo tamanho da cintura era significativamente maior apresentaram um risco 63% maior de ter esse tipo de câncer.

O desequilíbrio metabólico, que inclui sobrepeso, obesidade e diabetes, aumenta o risco de câncer de intestino. E a diminuição da circunferência abdominal interfere nos níveis de insulina e glicose, contribuindo para uma melhor regularização do metabolismo. O papel da atividade física regular é fundamental para esse equilíbrio.

Faça exercícios

A prática de exercícios físicos regularmente pode reduzir a incidência de câncer de intestino. Inclua pelo menos de 30 minutos de atividade física moderada em cinco dias da semana - isso ajudará seu intestino a funcionar melhor, estimulando a movimentação do órgão, além de contribuir para diminuição do estresse e controle do peso, ambos fatores conhecidos para aumentar o risco de câncer.

Modere no álcool

A relação direta entre álcool e câncer de intestino não está completamente estabelecida, como acontece com carne vermelha, frutas e verduras e exercício físico. Entretanto, é sabido que pessoas que ingerem grandes quantidades de álcool estão em maior risco para desenvolver a doença. Este risco é maior para pessoas que ingerem mais de 45 g de álcool por dia (equivalente a aproximadamente três latas de cerveja de 350 mL, três taças de vinho de 150 mL ou três doses de uísque de 40 mL. Entretanto, é importante lembrar que pequenas quantidades de álcool podem ter efeitos benéficos para a saúde, mas por outro lado mesmo pequenas doses podem ser problemáticas para pessoas com risco para alcoolismo. Dessa forma, é importante ficar atento para o histórico familiar do problema e conversar com seu médico, verificando se é adequado manter o consumo moderado da bebida.

Pare de fumar

Hoje existem mais de 100 estudos científicos comprovando que o cigarro é causa de câncer de intestino. De forma global, quem fuma tem 18% mais chance de desenvolver câncer de cólon e reto quando comparado ao não-fumante. Isso acontece porque as substâncias tóxicas do cigarro estimulam mutações genéticas em todo o organismo, podendo favorecer uma série de cânceres (1).

E seu meu risco de câncer colorretal é genético?

Nesses casos, a adoção dos hábitos acima não impede o aparecimento dos pólipos, mas pode retardá-los (3).

E se eu já tive um câncer colorretal?

Nesses casos é muito importante conversar com seu médico para entender quais dos hábitos de vida podem ter propiciado ou acelerado o aparecimento desse tipo de câncer e então mudá-los (3).

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Referências

(1) Marco Antonio Delgado Ferraz, Proctologia e Vídeo-Colonoscopia do Grupo Memorial

(2) Carmen Ruth Manzione Nadal, coloproctologista, diretora da Associação Brasileira de Prevenção de Câncer de Intestino (Abrapreci), doutora em cirurgia colonoscopia e membro da Sociedade Brasileira de Coloproctologia e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

(3) Felipe Moraes, oncologista da BP - Beneficiência Portuguesa e colaborador do Instituto Vencer o Câncer

(4) Instituto Nacional do Câncer - http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/colorretal/definicao Acessado em 11/04/2018

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