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Bebê prematuro: sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Bebê prematuro?

Bebê prematuro é aquele que nasce com até 36 semanas e seis dias de gestação e também pode ser chamado de pré-termo. Cerca de 9,2% dos nascimentos no Brasil são prematuros.

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Tipos

Em geral o bebê prematuro é classificado de acordo com a idade gestacional:

Quanto maior a prematuridade do bebê, maiores os riscos para a sua saúde, pois é possível que a criança não tenha se desenvolvido completamente.

Causas

As causas do nascimento de um bebê prematuro em geral são maternas, ou seja, são condições que a mãe apresenta. Entre elas, podemos destacar:

No entanto, algumas condições do bebê também podem levar ao nascimento de um bebê prematuro. Confira algumas delas:

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Últimas perguntas sobre Bebê prematuro

Sintomas

Sintomas de Bebê prematuro

O bebê prematuro, antes de tudo, é bem menor do que um bebê nascido a termo. Em geral ele mede menos do que 46 centímetros e pesa menos do que 2,5 quilos, mas pode chegar a pesar até mesmo 1 kg. Ainda nas características físicas, o bebê prematuro apresenta:

O bebê prematuro também costuma ter dificuldades em manter o calor do corpo, por não ter muitos depósitos de gordura no corpo. Por isso mesmo, a temperatura do seu corpo tende a ser equivalente a do ambiente.

Complicações respiratórias são comuns nos bebês prematuros, podendo até mesmo desenvolver uma síndrome da dificuldade respiratória. Esses bebês também podem não ter reflexos de sucção e deglutição, o que pode trazer dificuldades na hora de se alimentar.

No entanto, essas características variam de acordo com o grau de prematuridade da criança.

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Diagnóstico e Exames

Diagnóstico de Bebê prematuro

Durante a gestação o ginecologista calcula o tempo gestacional a partir do dia da última menstruação e dessa forma ele estima em que estágio da gravidez a mulher está.

Se a criança nasce antes de serem completadas 37 semanas, ela já é considerada um bebê prematuro. O médico então observará quais são as características dessa criança e buscará a melhor forma de cuidar dela. Para tanto, ele poderá pedir alguns exames, como:

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Tratamento e Cuidados

Tratamento de Bebê prematuro

Em geral a criança que nasceu muito prematura deverá ficar na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do hospital, com aparelhagem que permita acompanhar a evolução de sua saúde. Nesse berçário, ele será exposto aos seguintes procedimentos:

Ele também pode precisar tomar medicamentos ou até mesmo passar por algum tipo de cirurgia, conforme as complicações que ele pode desenvolver.

Enquanto o bebê prematuro está na Unidade Neonatal do hospital, em que será cuidada por uma equipe completa de profissionais de saúde. Quando estiver em contato com esses especialistas, você pode fazer uma série de perguntas sobre o bebê prematuro conforme o quadro for avançando, como por exemplo:

Quando o bebê está em condições de saúde estáveis e pesando mais de 2 quilos já pode receber todas as vacinas necessárias.

Em geral, o bebê pode ir para casa após atender os seguintes quesitos:

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Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

O bebê prematuro precisa de uma série de cuidados em casa, principalmente nos primeiro meses. Em geral, a equipe médica orientará você sobre como devem ser esses cuidados e é importante que você tire toda e qualquer dúvida com eles. Entender quais são os sintomas que podem significar uma emergência médica também é essencial.

Veja quais são os principais pontos de atenção nos cuidados do bebê prematuro em casa:

Complicações possíveis

O bebê prematuro está sujeito a uma série de complicações que aumentam de risco conforme o grau de prematuridade. Veja algumas delas:

Icterícia

Esse é o nome da cor amarelada típica da icterícia é provocada pela bilirrubina, uma substância da mesma cor que é produzida na bile e que permanece no plasma até ser eliminada junto com a urina.

A bilirrubina é formada a partir da morte de alguns glóbulos vermelhos presentes no sangue – o que acontece todos os dias. Essas células sanguíneas mortas são retiradas da circulação pelo fígado, que, a partir daí, forma a bilirrubina, que mais tarde será descartada pelo próprio corpo. No entanto, algumas vezes, pode ocorrer o acúmulo dessa substância no corpo, provocando icterícia.

No bebê prematuro, no entanto, ela pode levar a complicações como a encefalopatia bilirrubínica, que causa letargia, hipotonia, febre e convulsões. Essa complicação é tratada com fototerapia. Bebês com icterícia também podem ter hiperglicemia ou hipoglicemia, anemia, disfunções renais, hérnia inguinal, entre outros quadros.

Retinopatia da prematuridade

Esse problema nos vasos sanguíneos da retina está relacionado não só à prematuridade, como também ao baixo peso ao nascer. Nela, não há irrigação de sangue adequada na retina da criança. Caso o quadro não seja diagnosticado e tratado adequadamente (com técnicas como a crioterapia), pode levar ao deslocamento da retina e até mesmo à cegueira infantil.

Apneia

Apneia é a parada respiratória e, no caso do bebê prematuro, pode ocorrer por que o sistema respiratório não está desenvolvido o suficiente ou devido a outras das complicações da prematuridade, como as convulsões. A parada dura entre 15 e 20 segundos, mas pode causar sequelas no sistema nervoso central.

Problemas cardiovasculares

Bebês prematuros podem ter problemas de hipotensão, que é a pressão arterial baixa, e persistência do canal arterial, ou seja, o duto arterioso que liga o coração à aorta não está fechado. O duto pode se fechar sozinho, no entanto, não tratar essa condição pode causar falência do coração.

Bebê prematuro tem cura?

Após o nascimento é difícil prever quão saudável o bebê prematuro poderá ser. Em geral, depois de passarem bem pela fase logo após o nascimento, as chances de uma vida saudável são maiores. A maior parte dos bebês prematuros limítrofes e moderados (nascidos após, no mínimo, 32 semanas de gestação) ficam bem após o nascimento.

Já os bebês nascidos antes de 26 semanas ou com menos de um quilo tem mais chances de problemas de cognição e aprendizado e também de paralisia cerebral.

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Prevenção

Prevenção

Alguns hábitos podem aumentar o risco do parto prematuro. Veja quais são eles e como evita-los:

Tabagismo

Este é um dos hábitos mais criticados em mulheres grávidas. O fumo prejudica a circulação uteroplacentária que causa uma menor oxigenação fetal. A diminuição do oxigênio que chega ao bebê faz com seu crescimento se torne mais restrito, o que gera uma interrupção prematura da gestação, ou seja, a mulher entra em trabalho de parto antes da hora. Além disso, o tabaco reduz a inativação de um fator que está envolvido no início e na manutenção do trabalho de parto, adiantando todo o processo. O fumo que é fator de risco para o parto prematuro quando continuado ao longo dos nove meses. As mulheres que fumam e descobrem que estão grávidas, mas abandonam o vício imediatamente no início da gravidez não correm os mesmos riscos.

Desnutrição

Futuras mães que não se alimentam de forma adequada durante a gravidez também colocam seus bebês em risco. Principalmente se surgirem casos de anemia durante este período. Ao consumir poucos dos nutrientes essenciais, não só a mulher se prejudica, como a criança: pode haver uma restrição do crescimento do feto também. Isso aumenta risco de sofrimento fetal e morte, o que leva a interrupção da gestação antes do tempo. Os nutrientes como ácido fólico, vitamina C, cálcio, magnésio, potássio, ferro, entre outros, são considerados essenciais para a saúde da gestante e do feto.

Obesidade

Por outro lado, mulheres obesas também trazem riscos à duração da gestação. No caso, o dano é maior quando elas já apresentam o índice de massa corporal (IMC) muito acima do aconselhado antes da gravidez. Há maior risco de existirem quadros como diabetes e hipertensão arterial, que contribuem para a prematuridade. A alta da pressão arterial, por exemplo, causa um envelhecimento precoce da placenta, impedindo a chegada dos nutrientes para o bebê.

Álcool

A bebida alcoólica também não tem uma boa relação com a gravidez. O mecanismo específico de como o álcool causa trabalho de parto prematuro é desconhecido, mas além de aumentar risco de infecções, ele causa o descolamento prematuro de placenta. Como se isso não bastasse, esse macronutriente é passado diretamente para o feto na placenta, fazendo com que ele tenha todos os efeitos no sistema circulatório do bebê também. E muitas vezes o hábito de beber também está relacionado à má alimentação.

Estresse

Hábitos que cultivam o estresse só pioram o risco do trabalho de parto se iniciar antes da hora. E a culpa disso tudo é dos hormônios ativados por esse quadro emocional. A elevação da noradrenalina e do cortisol, que está presente nesses casos, desencadeia contrações uterinas. Isso porque essas substâncias estão ligadas ao processo hormonal do parto. Por isso mesmo, vale a pena combater esse mal, encontrando pausas de descanso, praticando atividade física e cuidando de si.

Desidratação

A redução de líquido amniótico também pode causar um parto prematuro, até porque é uma condição que prejudica questões o crescimento do feto, como o desenvolvimento de seus pulmões, por exemplo. Muitas vezes essa redução ocorre por algum problema na troca entre a mãe e o bebê, aí não há o que se possa fazer. Mas consumir pouca água também pode ajudar a deixar esse líquido menor. A ingestão de 2 a 3 litros de água por dia poderia evitar essa redução.

Abuso de açúcar

Durante a gestação, a placenta produz hormônios que bloqueiam em parte a ação da insulina no corpo, hormônio que atua na retirada da glicose do sangue. Isso pode gerar um quadro chamado de diabetes gestacional, e consumir grandes quantidades de açúcar, principalmente o de adição, não ajuda em nada na prevenção do problema, que está ligado também a partos prematuros. Acredita-se que esse excesso de glicose gera um aumento do feto e do líquido amniótico, causando uma extensão do útero. Quando esses músculos se expandem muito, o trabalho de parto pode se desencadear mais cedo, mas isso é apenas uma teoria.

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Referências

Jorge Huberman, pediatra e neonatologista (CRM-SP 34.486)

Silvia Herrera, ginecologista, obstetra e coordenadora de medicina fetal do Salomão Zoppi Diagnósticos (CRM-SP 107.923)

Roberto Eduardo Bittar, professor associado do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP (CRM-SP 39.632)

Sociedade Brasileira de Imunizações

Sociedade Brasileira de Pediatria

Mayo Clinic

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