Estudo investiga uso de canabidiol para tratamento contra depressão

Análise apresentou resultados significativos após 24h de uma única dosagem do componente da maconha

Pesquisadores brasileiros realizaram testes com canabidiol - componente da maconha - em camundongos com sintomas depressivos. O estudo, liderado por Sâmia Regiane Lourenço Joca, professora na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP), apresentou efeitos significativos contra depressão.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

O artigo publicado na revista , mostra que para investigação foram selecionados ratos e camundongos criados por cruzamento para desenvolver sintomas de depressão. O teste aplicou apenas uma única dose da substância e analisou o comportamento de 367 animais.

Depois de 24 horas da aplicação foi observado efeitos significativos, com remissão de sintomas de depressão no mesmo dia e a manutenção dos efeitos benéficos por 7 dias. Os cientistas concluíram que o canabidiol ativa mecanismos que recuperam circuitos neuronais no córtex pré-frontal e no hipocampo de pacientes.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Os antidepressivos comerciais demoram cerca de duas a quatro semanas para mostrarem efeitos consideráveis nos pacientes deprimidos. Por isso, o objetivo da pesquisa realizada por cientistas brasileiros e dinamarqueses foi encontrar novos antidepressivos de ação rápida e duradoura.

Como a maconha age no organismo

Maconha é o nome popular da planta do gênero Cannabis, que apresenta três espécies: sativa, indica e ruderalis, além de um número incontável de variedades (strains) obtidas por cruzamento de espécies e variedades, levando alguns autores a classificá-la apenas como Cannabis sativa.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

A ação dos canabinoides no organismo se torna possível graças à existência de receptores naturais para essas substâncias, que são moléculas situadas nas membranas celulares, às quais se ligam os canabinoides.

"Dessa maneira, os componentes da Cannabis podem agir nessas áreas, de acordo com sua afinidade, como uma chave em uma fechadura", exemplifica Karina Diniz, professora do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Entenda mais sobre o assunto, clicando aqui!