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Mulher fratura a costela ao tossir muito forte: entenda como isso pode acontecer

Especialistas explicam como prosseguir em casos como esse

Já imaginou fraturar uma costela depois de tossir muito forte? Foi o que aconteceu com uma mulher de 66 anos, em Massachusetts (EUA). Ela foi ao hospital reclamando de dores abdominais e de uma tosse contínua que não parava há semanas. Além disso, um grande hematoma havia se formado do lado direito do tronco. O diagnóstico revelou que a tosse forte ocasionou uma fratura nas costelas. O caso foi publicado no periódico científico .

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A mulher, que não teve a identidade divulgada, não desconfiou do problema, pois achou que se tratava apenas de uma tosse intensa. Os médicos que a trataram também acreditavam que era apenas uma tosse forte.

Duas semanas se passaram e ela precisou retornar ao hospital para se queixar da tosse que não cessava. O hematoma na região abdominal causava dores fortíssimas. Após realizar uma tomografia computadorizada, os especialistas descobriram que a paciente havia quebrado a costela ao tossir. Os exames ainda revelaram outros dois problemas de saúde.

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O primeiro problema desvendado foi que a tosse não se tratava de uma gripe forte, e sim de coqueluche, uma doença respiratória altamente contagiosa. É geralmente marcada por uma tosse severa e seca, seguida por uma ingestão aguda de ar que soa como "grito".

O segundo problema era que a mulher havia adquirido uma hérnia na parede do tórax. De acordo com a notícia divulgada pelo , a idosa precisou passar por uma cirurgia por causa da hérnia e, para tratar a coqueluche, foram indicados antibióticos.

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Decidimos conversar com especialistas para entender melhor o caso e o quão comum essa situação pode ser. Confira mais abaixo!

Tosse forte pode ocasionar uma fratura?

Segundo o reumatologista Charlles Heldan de Moura Castro, especialista da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo, as fraturas de costelas por causa de tosse não são infrequentes. "Habitualmente acontecem em pacientes com fragilidade óssea e, por conta disso, devemos investigá-los para a presença da osteoporose", explica.

Embora não sejam casos raros, o problema não acontece com todas as pessoas que tenham tosses fortes. A pneumologista Fernanda Miranda de Oliveira conta que a incidência varia de 0,08% a 2%.

Os dois especialistas citados já presenciaram situações parecidas como a da idosa de 66 anos. "Doenças como a coqueluche, que cursa com tosse de forte intensidade, podem levar ocasionalmente à fratura de arcos costais", esclarece Fernanda.

De acordo com Charlles, a tosse é um fenômeno habitualmente benéfico, com função de manter livre a via aérea do paciente, ajudando-o a expelir secreções presentes na árvore brônquica.

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Entretanto, em casos de tosse irritativa, que exigem muito esforço do paciente, é possível ocasionar uma fratura da costela. Geralmente isso acontece nas costelas mais baixas ao abdômen.

Dá para se prevenir?

"Não há uma medida de prevenção específica para isso, mas indivíduos devem estar sempre atentos ao aparecimento da osteoporose ou osteopenia que facilita casos como esse", afirma a pneumologista Fernanda Miranda.

O reumatologista Charlles Heldan também recomenda seguir hábitos de vida saudáveis, incluindo alimentação rica em cálcio e prática de atividades físicas, além de evitar o alcoolismo e tabagismo, o que contribui para ossos mais fortes e menor risco de fraturas.

O que fazer caso aconteça?

"Durante a tosse, o esforço expiratório pode aumentar a carga sobre as costelas e, consequentemente, o risco de fraturas", aponta o reumatologista. Por isso, o paciente que apresenta tosse com dor no tórax precisa de avaliação médica.

O exame de raio x, por exemplo, pode identificar uma possível fratura dos arcos costais. "O tratamento da fratura de arcos costais, seja qual for a causa, é feito com analgésicos, anti-inflamatório e repouso, uma vez que não é possível imobilizar a região", diz a pneumologista Fernanda.

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Além disso, é importante que o paciente procure um médico para que a causa da tosse seja identificada e tratada. Dessa forma, ele evita complicações futuras mais graves.

Pacientes com osteoporose

Já está comprovado que o esforço ao tossir pode resultar em fratura. Segundo Charlles Heldan, a presença da fratura de costela pode indicar maior risco de fraturas em outros ossos nos pacientes com osteoporose.

Com isso, o portador da doença nos ossos necessita de cuidado dobrado caso apresente um sintoma de tosse. O acompanhamento médico é sempre recomendado pelos especialistas.