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Diabetes: avanços permitiram aplicação rápida de insulina e avaliação da glicemia pelo sangue

Confira as principais conquistas no tratamento da doença dos últimos 50 anos

Quase tudo mudou ao longo dos últimos 50 anos quando o assunto é tratamento do diabetes. Um simpósio especial realizado pela American Diabetes Association apresentou uma retrospectiva do que médicos e pesquisadores aprenderam sobre a doença e como ela afetou a vidas dos pacientes nas últimas cinco décadas.

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Um exemplo é a insulina: enquanto há 50 anos a única opção para o tratamento de diabetes tipo 1 era injetar insulina animal e vacas ou porcos, hoje é usada a insulina humana produzida por micro-organismos. Isso representa uma diferença importante, não só porque há menos reações adversas, mas porque não há risco de faltar insulina para a população afetada. Além disso, existem agora insulinas de longa e curta duração e uma variedade de sistemas de distribuição, incluindo as bombas de insulina, que melhoram a precisão e conforto no controle da glicose, diminuindo episódios de hipoglicemia.

A forma como os níveis de glicose são testados também mudou drasticamente. Considerando que antigamente a única maneira de avaliar o controle da doença era testando a presença de açúcar na urina de uma pessoa, hoje existem numerosos testes para avaliar os níveis de glicose no sangue, incluindo glicemia de jejum e a hemoglobina glicada.

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Não só essas descobertas ajudaram a desenvolver melhores tratamentos para o diabetes, como também podem ajudar no tratamento de outras doenças. De acordo com os estudiosos da American Diabetes Association, entender o papel da insulina no sistema nervoso ajudou no conhecimento sobre as doenças neurodegenerativas, por exemplo o Alzheimer. O excesso de insulina pode afetar o funcionamento do sistema nervoso central e favorecer mudanças de comportamento comuns em pacientes com Alzheimer.

Além disso, esses 50 anos de pesquisa mostraram que o diabetes é um grave problema de saúde por conta também de suas complicações. Segundo os autores, se o diabetes não afetasse outros sintomas, como os rins e circulação sanguínea, a doença seria controlada facilmente com medicamentos e insulina. No entanto, complicações crônicas como cegueira, insuficiência renal e infarto dificultam o controle da doença.

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A análise dos últimos 50 anos mostrou que até 1993 essas complicações eram consideradas consequências diretas do diabetes, em vez de atribuídas aos altos níveis de glicose no sangue. Agora é sabido que altos níveis de glicose no sangue por tempo prolongado aumentam o risco de complicações associadas ao diabetes - mas que manter o controle desses níveis reduz o risco.

Os cientistas também constataram que os efeitos adversos dos altos níveis de glicose no sangue podem persistir por muitos anos, mesmo após a taxa estar controlada. É um fenômeno chamado de memória metabólica.

No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer. Segundo os pesquisadores, apesar dos avanços no tratamento e convivendo com a doença, a cura ainda está longe de ser encontrada. Eles afirmam que os medicamentos usados agora para tratar o diabetes começaram a ser estudados cerca de 30 a 40 anos atrás - por isso estima-se que muita pesquisa é necessária até chegar à cura.

Sete mudanças que ajudam a conviver bem com o diabetes

Apesar de ser uma doença crônica, é possível conviver bem com o diabetes - basta que o paciente tenha hábitos saudáveis e siga corretamente as indicações médicas. "Os riscos mais graves do diabetes, como perda total da visão, amputação e falência renal ocorrem em pacientes que não tiveram tratamento adequado", de acordo com o endocrinologista Josivan Lima, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - SBEM. A seguir, veja as mudanças que melhoram a vida de quem tem diabetes.

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Invista no cardápio certo

Sanguíche integral - Foto: Getty Images
Sanguíche integral - Foto: Getty Images

"Os pacientes diabéticos devem evitar os açúcares simples (presentes nos doces e carboidratos simples, como massas e pães), pois são absorvidos muito rapidamente, levando a picos de glicemia e, consequentemente, complicações a médio e longo prazo", de acordo com o endocrinologista Josivan Lima. Uma boa dica é beber bastante água, que ajuda a remover o excesso de glicose no sangue, que será eliminado pela urina.

Quando um alimento tem o índice glicêmico baixo, ele retarda a absorção da glicose. Mas, quando o índice é alto, esta absorção é rápida e acelera o aumento das taxas de glicose no sangue. Os carboidratos não são proibidos, mas existem recomendações dietéticas. "Uma ingestão diária de 50 a 60% de carboidratos usualmente é suficiente, preferindo-se os carboidratos complexos (castanhas, nozes, grãos integrais) que serão absorvidos mais lentamente, evitando picos de glicemia", diz Josivan.

Os diabéticos também podem sofrer de baixas de glicose no sangue, a hipoglicemia. Quinze minutos após ingerir algum alimento açucarado, cheque se a quantidade de glicose no seu sangue está normal.

Diga não ao sedentarismo

Exercício físico ajuda a controlar diabetes - Foto: Getty Images
Exercício físico ajuda a controlar diabetes - Foto: Getty Images

A atividade física é essencial no tratamento do diabetes para manter os níveis de açúcar no sangue controlados e afastar os riscos de ganho de peso. "A prática de exercícios deve ser realizadas de três a cinco vezes na semana. Há restrição nos casos de hipoglicemia, de modo que pacientes não devem iniciar atividade física com a glicemia muito baixa, sob o risco de baixar ainda mais os níveis. Da mesma forma, deve-se evitar atividade física quando o diabetes está descontrolado, com glicemia muito elevadas. Nestes casos, a liberação de hormônios contra-reguladores pode aumentar mais ainda a glicemia", diz Josivan. Os pacientes devem privilegiar atividades físicas leves, pois quando o gasto calórico é maior do que a reposição de nutrientes após o treino pode haver a hipoglicemia.

É importante saber como está o controle glicêmico antes do início da atividade física para então escolher o melhor alimento. Se a glicemia está muito baixa, é aconselhável dar preferência aos carboidratos e evitá-los se estiver alta. "A escolha do alimento depende também do tipo de exercício: exercícios aeróbicos de grande duração (como corrida e natação) tendem a baixar a glicemia, sendo necessária uma ingestão maior de alimentos. Em todos os casos, os pacientes devem sempre combinar com seus médicos quais são as melhores opções, pois o tratamento do diabetes tem muitas peculiaridades individuais", diz Josivan.

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Adapte-se às aplicações de insulina

Aplicação de insulina - Foto: Getty Images
Aplicação de insulina - Foto: Getty Images

Esqueça as injeções assustadoras. Hoje, a maioria dos pacientes com diabetes do tipo 1, que precisam aplicar insulina com maior frequência, usa canetas próprias para esta função, que causam menos desconforto, pois têm agulhas menores e com material mais flexível, de silicone.

"Além disso, pode-se usar também bombas de insulina por meio de um cateter, que é implantado no tecido subcutâneo do paciente injetando doses menores de insulina ao longo do dia, evitando os picos que podem causar hipoglicemia", diz Josivan. Mas a facilidade tem seu preço. Em média, esse equipamento custa cerca de R$ 12 mil. Mensalmente, a manutenção custa, em média, R$ 500.

Maneire no consumo de bebidas alcoólicas

Cerveja precisa de moderação - Foto: Getty Images
Cerveja precisa de moderação - Foto: Getty Images

O consumo de álcool não é proibido, mas deve ser moderado e nunca de barriga vazia, pois o consumo isolado pode causar hipoglicemia, pois o álcool tende a reduzir as taxas glicêmicas. O que pode causar enjoo, tremores pelo corpo, fome excessiva, irritação e dores de cabeça.

Também é importante fazer o monitoramento de glicemia antes e depois de consumir bebidas alcoólicas. Para o endocrinologista Fadlo Fraige, apenas as bebidas destiladas são permitidas (e com muita moderação), pois, segundo ele, não são feitas à base de carboidratos, como a cerveja, e o álcool tem baixo índice glicêmico. "Cuidado com cervejas e bebidas doces ou à base de carboidratos. Elas têm alto índice glicêmico e podem trazer problemas", completa.

Evite os problemas vasculares

Problemas vasculares - Foto: Getty Images
Problemas vasculares - Foto: Getty Images

O diabetes provoca a aceleração do endurecimento das artérias, levando à má irrigação dos tecidos. As artérias coronárias são afetadas, podendo levar ao infarto cardíaco, além das artérias renais, levando a insuficiência renal grave.

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A doença também afeta a microcirculação, ou seja, lesionando as pequenas artérias (arteríolas) que nutrem os tecidos, que atingem especialmente as pernas e os pés. Assim, é importante que ao ter dores ao caminhar, pés frios e pálidos, feridas que não cicatrizam facilmente, formigamento, "fraqueza nas pernas", deve-se procurar um angiologista ou cirurgião vascular, que pode avaliar com maior precisão os sintomas e tomar as medidas médicas para evitar maiores danos, como a amputação do membro afetado.

Também é importante evitar saunas e escalda-pés. "Em função desta alteração circulatória, os riscos de exposição às altas temperaturas e aos choques térmicos podem agravar ou desencadear quadros de angiopatias e outros problemas cardíacos", de acordo com a nutricionista Patrícia Ramos, coordenadora do Hospital Bandeirantes.

Aumente os cuidados com os olhos

Cuidado redobrado com os olhos - Foto: Getty Images
Cuidado redobrado com os olhos - Foto: Getty Images

O acompanhamento oftalmológico de quem tem diabetes é recomendado devido à maior fragilidade de sua córnea. As células da córnea do diabético não têm a aderência que se encontra na maioria dos não-diabéticos. Essa fragilidade é a porta de entrada para uma série de infecções oportunistas.

A catarata também é mais comum. Em situações de hiperglicemia, o cristalino absorve água, o que pode provocar miopia. À medida em que a glicemia retorna aos seus níveis normais, o cristalino se desidrata e volta ao seu tamanho original. "Assim, a repetição dessa situação altera as fibras da estrutura do cristalino, provocando o sintoma de vista embaçada. Isso explica a maior predisposição dos diabéticos a sofrer de catarata mais cedo", de acordo com o oftalmologista Virgilio Centurion.

Controle o estresse

Estresse - Foto: Getty Images
Estresse - Foto: Getty Images

Pessoas com diabetes têm maiores chances de ter ansiedade e depressão. Os pacientes podem sentir uma sensação de ansiedade em relação ao controle da hipoglicemia, da aplicação de insulina, ou com o ganho de peso. "Os pacientes com diabetes que ficam ansiosos e estressados tendem a ter menos cuidado com os níveis de açúcar no sangue, o que aumenta o risco de complicações", diz Josivan.

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Além disso, a relação estresse-diabetes se mostra uma via de mão dupla. Uma pesquisa feita na Suécia e publicada pela revista científica Diabetic Medicine comprovou que os homens que passam por altos níveis de estresse e têm tendências depressivas podem dobrar os riscos de desenvolver diabetes tipo 2, aquele em que o organismo é capaz de produzir insulina, mas tem dificuldade de processá-la. De acordo com os pesquisadores, a relação entre os dois males pode ser resultado dos efeitos do estresse na capacidade cerebral em regular os hormônios, ou ainda, da influência negativa que a depressão exerce na dieta e no nível de atividade física.

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