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Tratamentos psiquiátricos podem alterar a personalidade dos pacientes, diz estudo

Medicamentos antidepressivos e terapia podem modificar modo de agir das pessoas

Muitos médicos acreditam que o tratamento para os diversos transtornos do humor não interfere na personalidade do paciente. No entanto, segundo um estudo publicado no mês de junho por pesquisadores da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign e que foi apresentado no mês passado na reunião da Association for Psychological Science, em Washington, a terapia da conversa ou medicamentos psiquiátricos podem alterar a personalidade de pessoas saudáveis e com distúrbios psicológicos. Além disso, de acordo com o estudo, as alterações podem ser relativamente rápidas, ocorrendo ao longo de um período de quatro a sete meses, ou continuando anos após o tratamento.

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Neste trabalho, os pesquisadores revisaram 144 estudos envolvendo mais de 15 mil pessoas. Os estudos mostravam algum tipo de intervenção no paciente, como a terapia da conversa, medicamentos antidepressivos, meditação ou treinamento cognitivo e uma avaliação de traços de personalidade. Foi observado que nada alterou intencionalmente a personalidade dos pacientes. Porém, houve uma mudança significativa nas personalidades das pessoas que se submeteram a intervenções em comparação com as pessoas em grupos de controle nos estudos. As maiores mudanças foram observadas em pessoas com distúrbios psiquiátricos, como depressão e ansiedade. De acordo com os pesquisadores, mesmo as pessoas saudáveis tiveram alterações de personalidade, mais notadamente se eles tomaram a medicação.

Um dos traços de personalidade que mudou na maioria era algum traço do neuroticismo, uma tendência a experimentar emoções negativas, como ansiedade e humor deprimido, e extroversão, uma tendência a serem sociáveis, além de mais emoções positivas. De certa forma, não é de estranhar que estes tratamentos iriam alterar a personalidade, porque há sobreposição entre traços de personalidade e transtornos mentais. Segundo os especialistas, muitas das características do traço de neuroticismo podem ser sintomas de depressão, por exemplo.

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Os pesquisadores acreditam que os resultados são provocativos, porque durante muito tempo, os psicólogos pensaram que os traços de personalidade eram estáticos. De acordo os pesquisadores, os resultados apresentam uma nova maneira de olhar esses tratamentos e levantar a questão de saber se as intervenções afetam diretamente a personalidade da pessoa. Traços de personalidade afetam muitas áreas diferentes da vida - incluindo relacionamentos, carreira, vida acadêmica, vida financeira e outras áreas.

Identifique os primeiros sinais da depressão

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A depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. No sentido patológico, há presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. Mas como reconhecer os sinais da doença e conseguir tratá-la antes que ela afete sua vida? Confira:

Dormir pouco

Mulher dormindo sobre a mesa - Foto Getty Images
Mulher dormindo sobre a mesa - Foto Getty Images

"A falta do sono é um dos gatilhos para o aparecimento da depressão", afirma o psiquiatra Ricardo Alberto Moreno, professor doutor do Instituto de Psiquiatria da USP. Segundo o especialista, o organismo é regido pelo claro e escuro, ou seja, dia e noite. Assim, do ponto de vista biológico, você está programado para a realização de atividades no período diurno e para o repouso no período noturno. "Inverter essa ordem ou reduzir o tempo que deveria ser destinado ao sono provoca desequilíbrios físicos e psicológicos", diz.

Enquanto dorme, o seu corpo libera hormônios, a atividade cerebral sofre alterações e a temperatura varia para permitir um bom desempenho das tarefas ao acordar. Interromper esse ciclo, portanto, pode afetar o metabolismo como um todo e servir de gatilho à depressão. O cuidado especial deve ficar por conta dos mais jovens. "Com uma rotina tão agitada e diante de tantos estímulos, como celular, computador e televisão, o sono tem sido deixado em segundo plano", diz o especialista.

Insônia

Homem com insônia - Foto Getty Images
Homem com insônia - Foto Getty Images

Além de favorecer a depressão por privar o corpo do tempo de descanso necessário para a realização de diversos processos fisiológicos, a insônia por si só está ligada a problemas orgânicos ou psíquicos. "As duas principais causas da dificuldade de pegar no sono são produção inadequada de serotonina, substância química que permite a transmissão de informações entre os neurônios, e estresse", diz o psiquiatra Ricardo.

A psiquiatra Eutímia Brandão de Almeida Prado, do Hospital Universitário de Brasília, complementa dizendo ainda que a insônia também é um dos critérios para o diagnóstico da depressão. "As alterações neuroendócrinas que o paciente sofre geralmente afetam sua capacidade de dormir", afirma. O resultado, segundo ela, é um agravamento das alterações de humor.

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Sofrimento antecipado

Mulher preocupada - Foto Getty Images
Mulher preocupada - Foto Getty Images

"Sofrer por antecipação pode precipitar um quadro de depressão", afirma a especialista Eutímia. Momentos de ansiedade e de estresse não são restritos a uma ou outra pessoa, mas passar por isso com frequência e cultivar pensamentos pessimistas sobre o futuro pode favorecer o desenvolvimento da doença. Pessoas com essa característica costumam ser insatisfeitas e nem sempre aproveitam plenamente ocasiões de prazer. Enquanto em alguns casos o sofrimento antecipado é decorrente da necessidade de controle sobre o que acontece, típico traço de uma personalidade insegura, em outros ele se torna paralisante, concretizando um problema.

Perda de apetite

Mulher sem fome - Foto Getty Images
Mulher sem fome - Foto Getty Images

Comer não é apenas uma forma de repor as energias perdidas ao longo do dia. "O hábito também está associado à sensação de prazer proporcionada pelo sabor e pela temperatura dos alimentos", afirma o psiquiatra Ricardo. Quem começa a entrar em um quadro depressivo, entretanto, deixa de sentir esse prazer, o que afeta diretamente seu apetite. De acordo com o especialista, são raros os casos em que o paciente passa a sentir mais fome já que a comida não ameniza sua insatisfação.

A psiquiatra Eutímia afirma que isso faz parte de um quatro de anedonia ou incapacidade de sentir prazer. "A perda de apetite é um traço característico, mas a pessoa em depressão não se sente motivada a fazer nada daquilo que fazia anteriormente", explica.

Perfeccionismo

Homem perfeccionista - Foto Getty Images
Homem perfeccionista - Foto Getty Images

Querer as coisas do seu jeito e se apegar aos detalhes mais singelos pode não ser problema, mas quando se torna uma compulsão ou obsessão, pode favorecer a depressão. "Uma pessoa escrava do perfeccionismo sofre quando seu planejamento não dá certo ou não fica, no mínimo, de acordo com o esperado", afirma o psiquiatra Ricardo. Segundo ele, a constante frustração de quem estabelece metas mais altas do que pode alcançar não é saudável. "Seja criterioso com o que faz e veja o fracasso como um aprendizado, e não como um problema".

Variação de humor

Mulher triste - Foto Getty Images
Mulher triste - Foto Getty Images

"Todos os transtornos depressivos são caracterizados por variações de humor", diz a psiquiatra Eutímia. Na maior parte dos casos, o indivíduo permanece em um estado de tristeza constante, mas, no caso da depressão bipolar, há oscilações entre estados de tristeza e euforia. O diagnóstico de depressão ganha força quando as variações se tornam persistentes e duram mais de 15 dias.

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Segundo ela, apenas em uma consulta com um profissional é possível definir se as alterações de humor são normais ou se tornaram uma patologia. "Todos sofremos mudanças de humor ao longo do dia, mas quando isso começa a se tornar um fator limitante, ou seja, começa a impedir a realização das tarefas rotineiras, então o quadro precisa de tratamento", afirma.

Solidão

Idoso sozinho - Foto Getty Images
Idoso sozinho - Foto Getty Images

"A solidão se torna um problema quando repercute no desenvolvimento social ou profissional", afirma a psiquiatra Eutímia. Segundo a especialista, algumas pessoas gostam de ficar sozinhas e conseguem tornar esse momento produtivo, o que não caracteriza problema algum. O quadro muda apenas quando você evita situações por precisar interagir ou achar que a segurança do isolamento é sempre melhor do que a insegurança que ele pode sentir no meio social. O comportamento é uma armadilha para a depressão e precisa de tratamento.

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