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Estudo liga produtos de limpeza ao maior risco de asma em adultos

Profissões que exigem contato com produtos químicos elevam as chances

Pessoas que trabalham com produtos de limpeza têm mais risco de ter asma, segundo especialistas da Imperial College London, no Reino Unido. Os resultados da pesquisa foram publicados dia 21 de janeiro na revista médica Thorax.

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Para o estudo, foram analisadas 7.406 pessoas, todas sem histórico de asma na infância e com idades entre 50 e 60 anos. Elas responderam a um questionário sobre suas atividades no trabalho e fizeram exames para identificar problemas de saúde respiratórios. Fatores como sexo, tabagismo e classe social no nascimento foram levados em conta.

Analisando os resultados, os autores descobriram que a exposição a alvejantes e outros produtos químicos estava ligada a um em cada seis casos de britânicos que desenvolveram asma após os 50 anos. Eles identificaram 18 ocupações de alto risco para a doença, entre elas agricultores, faxineiros, cabeleireiros e funcionários de lavanderia. Segundo especialistas, a culpa pela maior incidência de asma parece ser do ambiente de trabalho desses profissionais e o alto índice de inalação de partículas, e não das atividades que eles desenvolvem em seu dia a dia.

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Os pesquisadores afirmam que quando partículas muito finas de substâncias presentes nesses produtos são inaladas, acabam causando irritações. Eles contam que as empresas devem controlar a exposição de seus funcionários a substâncias perigosas e relatar todos os casos de asma ocupacional.

Evite as crises de asma com esses nove cuidados

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Marcada por uma forte dificuldade em respirar, a crise de asma é provocada por uma reação inflamatória nos brônquios, os tubos que levam o ar respirado até os pulmões. Em resposta a essa inflamação, eles ficam mais estreitos, dificultando a respiração. A crise de asma pode ser causada pela exposição a alérgenos - como poeira, mofo, cheiros fortes e medicamentos. "É muito importante evitar crises, uma vez que, se forem frequentes, elas levam à perda de capacidade pulmonar", explica a pneumologista Marcia Pizzichini, da comissão de asma da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). A boa notícia é que é totalmente possível prevenir as crises de asma. Confira a seguir.

Faça um teste para alergias

Alergia - foto: Getty Images
Alergia - foto: Getty Images

Os testes para alergias respiratórias são feitos para detectar qual é o agente causador da asma. Entram nessa lista ácaros, fungos, mofo, pelos de animais, entre outros. Com o teste, é possível evitar a exposição ao agente, prevenindo crises. Além disso, é comum que a asma esteja associada a outras doenças alérgicas, como a rinite alérgica e o eczema. "Controlando os causadores dessas alergias é possível evitar crises asmáticas", conta Márcia Pizzichini.

Não trate apenas a crise

Menino usando broncodilatador - foto: Getty Images
Menino usando broncodilatador - foto: Getty Images

"É muito importante lembrar que a asma é uma doença crônica cujo tratamento, nos casos de asma persistente, deve ser contínuo, mesmo que não existam sintomas", conta a pneumologista Márcia. Esse tratamento consiste no uso de corticoide inalatório diariamente, em doses que deverão ser determinadas pelo médico.

O uso irregular dos medicamentos que controlam a asma é uma das causas mais comuns de crises. "O paciente não deve ter receio de usar a medicação diária da asma", recomenda a especialista. "Ao contrário, ele deve ter receio de não usá-la, devido ao risco de crise decorrente deste hábito."

Peixe - foto: Getty Images
Peixe - foto: Getty Images

Garanta as doses de vitamina D A carência da vitamina D está sendo relacionada a uma série de doenças do aparelho imunológico e a asma é uma delas. O papel da vitamina D na importância do tratamento da asma é recente." Para a asma em especial, as evidências ainda são fracas porém, não porque não haja benefício mas, provavelmente porque ainda não foram realizados estudos suficientes para se estabelecer algum tratamento ou uma relação de causa-efeito", explica o clínico geral Paulo Camiz, do Hospital das Clínicas.

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Um estudo apresentado no Encontro Anual da Academia Americana de Alergia Asma e Imunologia, em 2010, apontou que a deficiência do nutriente pode aumentar os riscos de doenças pulmonares mais graves em crianças. A pesquisa, que avaliou 99 crianças com asma, mostrou que 47% delas tinham níveis insuficientes de vitamina D.

De qualquer forma, vale a pena ressaltar que a principal fonte de vitamina D é a exposição solar, que dever ser feita por cerca de 15 minutos, três vezes por semana. Ovos, manteiga, iogurtes e peixes, como atum e sardinha, são fontes da vitamina.

Aposte na higiene

Limpeza - foto: Getty Images
Limpeza - foto: Getty Images

Mofo, pelos de animais, insetos, ácaros e poeira domiciliar devem ser cuidadosamente eliminados. É importantíssimo que a roupa de cama seja lavada semanalmente e secada ao sol. Também é recomendado o uso de fronhas e capas de colchão antiácaros, que diminuem a possibilidade de crises. "Podem ser usadas até produtos de limpeza que matam os ácaros, mas nunca na presença do asmático", recomenda a pneumologista Márcia. A especialista também recomenda que o carpete seja substituído por outros tipos de piso, que tapetes sejam retirados do quarto e que umidificadores sejam banidos, já que a umidade favorece o aparecimento de alguns alérgenos.

Evite cheiros fortes

Velas - foto: Getty Images
Velas - foto: Getty Images

Velas, sprays aromatizadores e essências. Esses produtos podem até deixar sua casa perfumada, mas são um perigo para quem tem asma. "Cheiros fortes e fumaça irritam as vias aéreas e podem desencadear crises de asma", explica a pneumologista Márcia. Se você é ou tem algum familiar asmático, elimine todos esses produtos ou, pelo menos, opte por versões que não possuem aroma.

Invista na vacina da gripe

Vacina - foto: Getty Images
Vacina - foto: Getty Images

"Os vírus causadores de infecções respiratórias - entre os quais está o vírus da gripe - também inflamam as vias aéreas e podem causar crises de asma", explica Paulo Camiz. Por isso, tomar a vacina da gripe pode ajudar a controlar a doença. Além disso, lembre-se sempre de lavar as mãos ou higienizá-las com álcool em gel, o que ajuda a prevenir-se contra o vírus.

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Entre em forma

Balança - foto: Getty Images
Balança - foto: Getty Images

"Existem algumas evidências de pessoas asmáticas que eram obesas, mas que após a eliminação de peso conseguiram controlar melhor a asma", conta a pneumologista Márcia. Não se sabe exatamente como se dá essa associação, mas, segundo pesquisadores da Universidade de Harvard, em estudo publicado no Journal of Allergy and Clinical Immunology, os pulmões de indivíduos com obesidade não se expandem como deveriam, o que predispõe o estreitamento dos brônquios. Eles argumentam ainda que a inflamação do tecido adiposo pode afetar a musculatura das vias aéreas, aumentando a resposta inflamatória e estreitando os canais da via aérea, o que levará a uma crise asmática. Outro ponto é que os hormônios liberados pela gordura - como a leptina e a adiponectina - podem agir na árvore brônquica causando os mesmos efeitos.

Cuidado com a medicação

Medicamento - foto: Getty Images
Medicamento - foto: Getty Images

Medicamentos anti-inflamatórios não hormonais - como o ácido acetilsalicílico, o diclofenaco e o ibuprofeno - podem desencadear crises de asma. "Isso acontece porque esses remédios inibem uma via de inflamação, mas sobrecarregam outra, que tem forte relação com a crise asmática em quem sofre da doença", explica Paulo Camiz.

Exercite-se com cuidado

Repouso após exercício - foto: Getty Images
Repouso após exercício - foto: Getty Images

Uma pessoa com asma pode e deve praticar esportes, mas, para isso, a doença precisa estar controlada com o tratamento. Isso porque a desidratação das vias aéreas, em função da sudorese e do aumento constante do fluxo de ar, podem desencadear uma crise se a doença não estiver controlada. Outro mecanismo que pode levar a uma crise é o da variação de temperatura nas vias aéreas, principalmente se o ar é inspirado pela boca e atinge as vias aéreas a uma temperatura mais baixa - o que pode piorar se temperatura ambiente está mais baixa.

Por outro lado, manter uma boa hidratação e exercitar-se em ambiente saudável e com temperatura adequada ajudam a tornar a prática esportiva menos perigosa. "Se mesmo assim ainda ocorrerem crises de asma, um tratamento com broncodilatadores antecedendo a atividade física e indicado pelo médico, tende a controlar bem os sintomas", recomenda Paulo Camiz.

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