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11 razões que explicam por que sua vida sexual não está boa

Ter consciência que não há problemas em querer uma vida sexual satisfatória é o primeiro passo para mudança

Os benefícios do sexo vão muito além do prazer. Nós podemos ter melhorias em nossa saúde física e mental por meio dele. Entretanto, não basta transar para que tiremos proveito da prática. Segundo a sexóloga Erica Mantelli, precisamos não sentir dor ou incômodo durante o ato, ter prazer e nos sentir satisfeitos para viver uma experiência plena.

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O contrário disso pode indicar que sua vida sexual não está sendo satisfatória. E não há problemas nisso. O importante é que você investigue as causas e tente solucionar o problema. Veja a seguir, 11 fatores que podem estar tornando sua vida sexual não tão boa:

1. Falta de libido

A falta de libido (também chamada de desejo sexual hipoativo) pode estar relacionada a múltiplos fatores, que podem ser biológicos, emocionais ou uma junção de ambos. O desejo é um dos pilares do sexo, portanto, sua ausência torna a experiência desagradável.

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Segundo Erica Mantelli, o déficit de vitaminas e a diminuição de hormônios como a testosterona (tanto em homens quanto em mulheres) são apenas alguns dos agentes causadores da falta de líbido.

Alterações na tireoide e uma alimentação pobre em nutrientes também afetam diretamente o sexo. O alho, por exemplo, auxilia na lubrificação, evitando dores. Banana, chocolate, aveia e abacate são apenas alguns dos alimentos que regulam nossos hormônios, trazendo benefícios para a vida sexual. Portanto, não os deixe de fora de seu cardápio.

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No âmbito emocional, problemas como o estresse também diminuem o desejo. "A falta de libido pode ser passageira e ocorrer em determinados momentos na vida de qualquer pessoa. Mas quando se torna persistente, é necessário buscar ajuda para identificar a causa, seja ela orgânica ou emocional", explica a sexóloga.

2. Atentar-se mais a quantidade do que a qualidade

É normal que acreditemos ter uma vida sexual satisfatória quando transamos frequentemente. Entretanto, é necessário refletir se estamos nos sentindo completos durante as relações sexuais.

Segundo Érica, a frequência com que transamos não é necessariamente um indicativo de qualidade, mas sim um indício para que prestemos mais atenção nas relações que estamos tendo.

"Alguns casais transam menos por conta de suas rotinas, mas estão satisfeitos mesmo assim. Porém, outros casais entram em conflito por conta de uma frequência menor", aponta a sexóloga.

Quando a quantidade se torna um problema, é necessário dialogar e buscar ajuda, já que conflitos tornam o sexo cada vez menos atrativo.

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3. Dor durante o sexo

Assim como a falta de líbido, a dor durante a relação sexual pode ter diversas origens. A falta de lubrificação, infecções ou inflamações vaginais e lesões no colo do útero estão entre os motivos que causam desconforto no sexo.

Erica afirma que mulheres com intestino preso ou obstipação crônica (frequência de evacuação igual ou inferior a duas vezes por semana) também apresentam maior tendência em sentir dor durante o ato sexual. Outros fatores para dor no sexo podem incluir:

Alterações anatômicas e intervenções cirúrgicas também podem causar mal estar durante o sexo. "Um aumento do músculo ao redor da vagina pode levar a dor na relação", explica a especialista.

Já mulheres que tiveram parto normal com episiotomia (corte feito na região vaginal) podem sofrer pela intervenção. Atualmente, a prática, quando é feita como uma rotina, é considerada uma violência obstétrica, entretanto, muitas mulheres acabaram passando pelo procedimento mesmo sem necessidade.

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"Estas mulheres podem ter dificuldade na cicatrização do local, o que causa dor e desconforto durante muito tempo após o parto, tornando a vida sexual um empecilho", diz Erica. Em todos os casos, a dor contínua em qualquer etapa do sexo precisa ser avaliada por um profissional.

4. Métodos contraceptivos hormonais

O uso de contraceptivos hormonais é de suma importância para mulheres que queiram prevenir uma gravidez. Entretanto, este método bloqueia os ovários, o que consequentemente ocasiona uma queda na produção de testosterona e outros hormônios sexuais, provocando uma baixa libido.

Erica reitera que métodos contraceptivos não hormonais como camisinha ou DIU (Dispositivo Intrauterino) de cobre ou prata, não causam alterações na libido.

5. Consumo de álcool excessivo

Em doses pequenas, o álcool pode causar a diminuição do desconforto na cama, deixando a pessoa mais relaxada, o que torna a interação mais leve. Entretanto, em quantidades excessivas, a bebida alcoólica afeta o sistema nervoso, o que diminui a libido e torna a vida sexual menos prazerosa.

Além disso, Erica aponta que o álcool altera os receptores cerebrais e a transmissão sensorial e nervosa para os receptores de prazer. A lubrificação vaginal também é prejudicada com o consumo exagerado.

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6. Baixa autoestima

Segundo a psicanalista Cristiane Maluf, a autoestima afeta não somente o ato sexual, mas todo nosso senso de sexualidade. "Ter uma baixa autoestima acaba nos tornando pouco confiantes. A falta de amor próprio e aceitação do próprio corpo faz com que muitas mulheres aceitem coisas que não gostam, apenas para satisfazer seus parceiros", afirma a especialista.

Ter experiências frustrantes na cama acaba tornando o sexo problemático. É necessário ter em mente que todos na cama merecem estar satisfeitos com o ato.

7. Traumas passados

Vivências como o estupro marcam a vida inteira da vítima. O trauma gerado por experiências como essas podem ser despertados a qualquer momento, basta que o cérebro associe uma situação a alguma característica do evento passado.

Segundo Cristiane, é comum que vítimas de abuso enxerguem o sexo como algo "sujo". Nestes casos, o acompanhamento psicológico é indispensável, para que a vida sexual ganhe um aspecto positivo novamente.

"Quem se relaciona com uma vítima de traumas sexuais deve respeitar, ter paciência e acolher o(a) parceiro(a) acima de tudo. Apenas através da conversa e do respeito dos limites do outro é possível que a pessoa vá ganhando sua confiança pouco a pouco", afirma Cristiane.

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8. Conflitos entre o casal

Para Cristiane, uma das maiores causas psicológicas que podem diminuir a libido são os ressentimentos entre o casal. Estes ressentimentos podem ser causados por ciúmes, traições, brigas ou rompimentos.

Para solucionar estas questões, é necessário abrir-se ao diálogo. Virar a página, caso for possível, faz com que mágoas se dissolvam pouco a pouco, tornando a vida sexual mais prazerosa e menos carregada de negatividades.

9. Uso de antidepressivos

Os antidepressivos podem diminuir a libido ao alterar o equilíbrio de neurotransmissores no corpo e cérebro. Entretanto, Cristiane alerta que devemos nos questionar sobre os benefícios que a medicação está nos fornecendo antes de pensar em parar o uso.

Questões como "Será que o benefício da medicação não é maior que o prejuízo sexual?" e "Será que a medicação está diminuindo mais a libido do que o transtorno depressivo?" são indispensáveis, segundo a psicanalista. Vale ressaltar que quaisquer alterações no uso de antidepressivos devem ser acompanhadas por um especialista.

10. Comparações com outros casais

A comparação com outros casais é feita quando existe uma insatisfação pré-existente com a vida sexual, portanto, pode ser um sinalizador de que o sexo não está bom. Cristiane explica que quando o casal está seguro da relação e com a autoestima em sintonia, a vida dos outros não desperta interesse.

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11. Falta de exercícios físicos

Quando não nos exercitamos, nosso corpo produz uma menor quantidade de serotonina, hormônio do bem-estar. A musculatura abdominal e do coração também fica enfraquecida, diminuindo a performance sexual.

Segundo Erica, reverter este quadro e se tornar uma pessoa mais ativa acaba potencializando nossa consciência corporal, além de auxiliar na chegada ao orgasmo.

Sentindo-se satisfeito com a vida sexual

Segundo a sexóloga Erica Mantelli, o primeiro passo para uma vida sexual satisfatório é o entendimento do próprio corpo. Saber quais são as opções e zonas que nos geram mais prazer são etapas essenciais para ter uma sexualidade bem-sucedida.

Comunicar o parceiro de suas descobertas e preferências também é imprescindível. Não tenha vergonha de ler conteúdos a respeito do tema, ou então, de procurar ajuda médica em casos de desconforto. Em primeiro lugar, você merece ter prazer de forma calma e segura.